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“Sabe tão bem ajudar quem precisa”

Braga

2019-12-02 às 11h37

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Durante o fim-de-semana decorreu mais uma campanha do Banco Alimentar Contra a Fome. Ontem de manhã foram os mais novos que ‘tomaram conta’ do armazém do Banco Alimentar de Braga.

Quem participou pela primeira vez como voluntário na campanha do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga viveu “uma experiência única e para repetir”. Para outros, o ajudar nesta campanha já faz parte da agenda pessoal duas vezes por ano. Mas independentemente das vezes que já o fizeram todos são unânimes: “ficamos de coração cheio, porque sabe tão bem ajudar quem mais precisa”. E os mais novos gostam tanto de participar nesta a actividade e já são eles que nos fins-de-semana da campanha “tomam conta” do armazém nas manhãs de domingo.
E ontem, último dia da segunda campanha do ano, não foi excepção. Quem estava com a ‘mão na massa’ era Paula Silva, que estava na companhia das filhas Beatriz e Sofia Chaves.

“Fui voluntária muito tempo aqui no armazém e já participo com as minhas filhas há muitos anos”, contou a voluntária, que tem as duas campanhas registadas na agenda como actividade a fazer em família. “Esta é uma forma extraordinária de sensibilziar os mais novos para as necessidades de muitas famílias”, contou Paula Silva. Beatriz e Sogia consideram “muito importante” esta partilha, além de que se divertem muito por estes dias. “Sabe tão bem ajudar quem mais precisa”.
Miguel Pires, que também esteve na fundação do Banco Alimentar em Braga, ontem levou, pela primeira vez os filhos gémeos, Estevão e Simão. Os pequenos de seis anos estavam a “gostar muito da experiência”, que estavam a partilhar com amigos.

Mas há voluntários ‘a tempo inteiro’. Teresa Araújo é voluntária que está responsável pela limpeza do armazém. “É uma experiência muito boa. Aqui sinto-me bem e nestes dias fico de coração cheio”, contou a voluntária, enquanto dobrava panos para limpar as mesas e o tapete onde é distribuído os alimentos. Também António Camacho, que ajudava na mesma tarefa, é voluntário permanente no armazém. Às terças, quartas e sextas-feiras passa o tempo no armazém a “fazer o que é preciso”. E o idoso confidenciou: “nestes dias o armazém ganha outra vida, por isso, que me sinto muito feliz aqui e até já fiz grandes amigos”.
Também a coordenar toda a operação, a partir do armazém, restava a responsável do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga, Pilar Malheiro Barbosa, que confirmou que a segunda campanha do ano “decorreu em sintonia com as edições anteriores, sendo o resultado sempre muito positivo”.

O Banco Alimentar “é uma marca forte, mas ao mesmo tempo muito frágil, porque depende de todos e exige uma logística enorme”, confessou aquela responsável, admitindo que preparar tudo para que os 3500 voluntários sejam distribuídos por 108 superfícies durante dois dias “não é tarefa fácil”.
Historicamente, a população oferece mais arroz e massa. “Esta campanha é de partilha e gostamos de partilhar com quem precisa aquilo que nós também temos na nossa mesa”, sublinhou Pilar Barbosa Malheiro, deixando o apelo para a necessidade de mais leite, azeite e enlatados. “Damos referência de produtos para o cabaz e as pessoas são livres de darem o que podem e querem e tudo que nos chega é muito bom”, agradeceu.

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