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Braga

2020-08-14 às 06h00

Redacção Redacção

Missiva dirigida à Comissária Europeia dos Transportes integra as assinaturas dos autarcas de Aveiro e Viseu e várias personalidades que alertam para o facto de Portugal se tornar numa “ilha ferroviária”.

O presidente da Câmara Municipal de Braga é um dos signatários de uma carta dirigida à Comissária Europeia dos Transportes, Adina Valean, onde se alerta para o risco de Portugal se tornar “uma ilha ferroviária” na Europa por causa do sistemátivo atraso na adopção da bitola europeia (1.435 mm) nas linhas internacionais.
A carta é assinada por 29 cidadãos portugueses de diferentes áreas, entre os quais três autarcas: Ricardo Rio, José Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Aveiro, e António Almeida Henriques, presidente da Câmara Municipal de Viseu. A missiva conta ainda com as assinaturas de personalidades como Mira Amaral, ex-ministro da Indústria, João Luís Mota Campos, ex-secretário de Estado da Justiça, ou João Duque, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão.

Como refere Ricardo Rio, é fundamental que o plano de recuperação e utilização dos fundos oriundos da União Europeia para fazer face à crise imposta pela Covid-19 inclua o investimento na modernização das infra-estruturas ferroviárias. “Sendo Portugal um país periférico, o sistema ferroviário é um elemento essencial para assegurar a coesão territorial no contexto europeu e a minoração dos desequilíbrios económicos e sociais”, adianta.
Como salienta a missiva, Portugal “corre o risco de ficar privado de vias terrestres competitivas para o transporte de merca- dorias de e para a maior parte da União Europeia”, impedindo-se ainda a “concorrência na operação ferroviária internacional” e relegando Portugal para uma situação de “monopólio ferroviário”.

Assim, na carta é pedido que o novo TEN-T (Trans-European Transport Network) seja aproveitado para “impulsionar uma transformação” na infra-estrutura ferroviária portuguesa “no sentido da sua integração plena nas redes europeias”.
Os subscritores desta carta manifestam-se contra a possibilidade da certificação como interoperáveis de linhas da Rede Core em bitola ibérica, o que seria apenas a “justificação burocrática de um erro histórico” e “contribuiria para a não abertura à Europa do sistema ferroviário português”.

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