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Riba de Ave reclama respostas do ensino público até ao 12.º ano na vila
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Riba de Ave reclama respostas do ensino público até ao 12.º ano na vila

Vale do Ave

2019-12-08 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

Presidente da Câmara de Famalicão e presidente da junta local quer que a vila volte a ter respostas ao nível do ensino secundário. EB1 local ‘renasce’ com novas condições, surgindo em contraciclo ao encerramento de escolas na localidade.

A presidente da Junta de Freguesia de Riba de Ave voltou a reivindicar a necessidade da vila ter oferta de ensino público até ao 12.ºano. A autarca, que ontem participou na inauguração das obras de requalificação da Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico local, sublinhou que Riba d’Ave perdeu duas escolas, o Externato Delfim Ferreira e a Didáxis, devido ao fim dos contratos de associação que mantinham com a tutela (embora o pólo da Didáxis se mantenha com turmas privadas) pelo que a vila não dispõe actualmente de uma oferta pública ao nível do ensino secundário. “É a minha próxima luta. Já não discutimos os contratos de associação, mas a necessidade de termos a escolaridade obrigatória até ao 12.º ano que é premente”, assumiu Susana Pereira, acrescentando que o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão tem trabalhado nesse sentido com a direcção do Agrupamento de Escolas de Pedome, as juntas de freguesias vizinhas, como coma tutela. “Agora que temos uma escola do 1.º ciclo digna, gostávamos que o ensino continuasse até ao 12.º ano como aconteceu durante décadas”, continuou a presidente da junta local, acrescentando que tudo está dependente “da vontade política”.
O presidente da Câmara Municipal de Famalicão, que presidiu à inauguração da EB1 de Riba de Ave, deixou também a garantia de que a câmara famalicense tem deixado junto do Ministério da Educação o compromisso de cooperar e ajudar a criar condições para que a oferta ao nível do ensino secundário seja uma realidade. “Acho que, acima de tudo, falta vontade”, afiança o autarca.
“Espero que tanto quanto a câmara municipal e a junta de freguesia, o Ministério da Educação e o governo no seu todo queira criar condições para que Riba de Ave volte a ter a preponderância que teve e que é merecida ao nível dos seus ciclos obrigatórios até ao ensino secundário”, disse Paulo Cunha que presidiu à inauguração das obras de requalificação da Escola do 1.º Ciclo local que foi alvo de uma profunda remodelação, num investimento superior a 500 mil euros.
As obras implicaram uma ampliação com a criação de mais duas salas, uma sala de apoio, biblioteca, sala de professores e recreio coberto.
Os arranjos exteriores contemplaram também um espaço desportivo com relva sintética.
Paulo Cunha diz que esta resposta surge em “contraciclo” marcado pelo desaparecimento de outros estabelecimentos de ensino em Riba d’Ave. “Temos uma escola mais capaz e que está lotadíssima, o que significa que a comunidade merece e precisa desta escola”, continua o presidente da câmara.
O edil mostrou a sua satisfação e até “alguma emoção” pela concretização da obra que “muitos achavam impossível”, mostrando também o seu agrado pelo facto do projecto ter conseguido respeitar o tempo e a história da escola em termos arquitectónicos. “Fizemos uma escola nova, mas não destruímos a antiga”, disse.
O autarca famalicense reconhece que as grandes intervenções no parque escolar concelhio, especialmente ao nível do ensino básico, “estão a terminar”, garantindo, no entanto, que a autarquia vai proceder a a partir de agora a uma “manutenção muito atenta, muito diligente, para que as escolas não voltem ao estado em que estavam há uns anos atrás”, assume o edil, apontando que houve “algum relaxamento” para que chegassem a um estado de degradação em que se encontravam.
Também Susana Pereira sublinhou a importância que esta escola tem para a vila de Riba de Ave, sobretudo numa altura em que a localidade viu esvaziar muitas ofertas educativas. “Felizmente o nosso presidente reconheceu isso e atendeu aos nossos pedidos”, diz.
Também o director do Agrupamento de Pedome, ao qual a escola pertence, refere que esta obra nasce da “vontade política” de restituir a dignidade a uma escola que estava condenada a fechar.

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