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Restauração, hotelaria e comércio precisam de “olhar diferenciador”
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Restauração, hotelaria e comércio precisam de “olhar diferenciador”

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Restauração, hotelaria e comércio precisam de “olhar diferenciador”

Braga

2020-06-06 às 13h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

São os sectores mais afectados pela crise e são também aqueles que mais tempo vão levar a reerguer-se e é por isso que o vereador do Turismo pede um “olhar diferenciador” para estas áreas.

É preciso um olhar diferenciador para o sector do turismo, concretamente para as áreas da restauração, da hotelaria e do comércio, que é onde a retoma económica vai ser mais difícil e demorada.
A reivindicação do vereador do turismo, Altino Bessa, foi partilhada ontem, no 5.º e último webinar realizado no âmbito do III Fórum de Turismo Visit Braga. Na iniciativa participaram também Rui Marques, director-geral da Associação Comercial de Braga, e Manuel Caldeira Cabral, ex-ministro da Economia.
‘Portugal - Oportunidades e desafios no pós-pandemia’ foi o tema deste webinar, moderado por Elsa Moura, directora de informação da RUM, e que ficou marcado pela reivindicação de Altino Bessa, que apresentou também algumas sugestões de medidas que iriam contribuir para ajudar na retoma do sector.
“Para este sector, o pagamento especial por conta deveria estar suspenso até ao fim do ano”, começa por defender o vereador, realçando que o acerto de contas pode ser feito depois, “o importante, neste momento, é contribuir para não descapitalizar ainda mais as empresas”.
“Depois o lay-off simplificado deve também ter uma atenção especial, assim como e as linhas de crédito não podem ir só para as grandes empresas”, alertou Atino Bessa.
Rui Marques confirmou que a este ritmo lento da retoma económica “gera problemas muito significativos”, desde logo porque as empresas reabrem, mas nem sequer facturam para cobrir os seus custos fixos.
O director-geral da ACB, que tem sido incansável na reivindicação de medidas para os sectores que a associação representa, considera que “é fundamental que o Governo tenha uma intervenção para proteger as empresas, porque ao proteger as empresas está também a proteger o emprego, portanto os postos de trabalho”.
Sobre o programa de revitalização económica divulgado anteontem pelo Governo, Rui Marques considerou-o “interessante”, com medidas “bem desenhadas”, mas alertou que se espera que seja mais ágil na operacionalização dessas medidas e que “não tenha as mesmas burocracias como aconteceu no primeiro pacote”.
Manuel Caldeira Cabral, por seu lado, considerou que o sector do turismo levará dois a três anos a voltar aquilo que era antes da pandemia, mas acredita que isso vai acontecer. Considera que o mais importante é que as empresas se consigam manter vivas, embora admita que os tempos são complicados, sobretudo porque ainda não existe confiança por parte dos consumidores.
O economista aponta o turismo interno como o motor para a retoma do sector, considerando que Braga até está bem posicionada para cativar os turistas que agora procuram sobretudo espaços em área rural e isolados.

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