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Remodelação da zona envolvente do Dólmen da Barrosa cria nova centralidade
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Remodelação da zona envolvente do Dólmen da Barrosa cria nova centralidade

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Alto Minho

2016-12-15 às 16h06

Miguel Viana

PROJECTO resultou de uma candidatura particular ao primeiro Orçamento Participativo. Investimento ronda os 60 mil euros e prevê o rebaixamento de muros, plantação de àrvores, colocação de mobiliário urbano e a remoção da pista de ‘skate’.

A Câmara Municipal de Caminha vai remodelar toda a área envolvente do Dólmen da Barrosa (monumento funerário da era megalítica). Rebaixamento de muros, plantação de árvores autóctones e a remoção da antiga pista de ‘skate’ são os trabalhos que a autarquia vai realizar.
O projecto de remodelação surgiu de uma candidatura ao primeiro Orçamento Participativo de Caminha. O investimento ronda os 28 mil euros.
Numa segunda fase, será construído no local um núcleo Museológico do Megalítico, anunciou Miguel Alves, o autarca caminhense. “Um núcleo que fale do megalitismo aqui em Vila Praia de Âncora, mas também no concelho de Caminha. A partir daí teremos a capacidade de atraír muito mais gente a um parque como este”, referiu Miguel Alves, que anteviu o espaço “como um parque urbano, de usufruto dos adultos e das crianças, um parque biológico, onde se pode aprender muito sobre a flora, sobrr a vivência na natureza, mas também uma alternativa à nossa praia.”
A candidatura para o Núcleo Megalítico já foi apresentada ao programa ‘Norte 2020’, mas a ainda não foi aprovada.
Depois de remodelado o espaço poderá ser considerado também uma nova centralidade para a Vila Praia de Âncora. “Há uma Vila Praia de Âncora desconhecida para muita gente, que é toda esta zona mais interior da vila, com vestígios que se distinguem no panorama nacional e que nós queremos potenciar na oferta turística. Temos que pôr aqui pessoas. Esta regeneração devolve p parque às pessoas” frisou Miguel Alves.
O autarca caminhense referiu ainda que a remodelação da zona só é possível porque a câmara “resolveu uma trapalhada de mais de 20 anos com a família e os herdeiros de todos os terrenos do Dólmen da Barrosa. Os terrenos estavam em litígio judicial e a câmara pagou uma indemnização de 240 mil euros. Pagamos metade em meados deste ano e vamos pagar até ao mês de Março de 2017 a segunda tranche”, garantiu Miguel Alves.
Recorde-se que o apesar de ser monumento nacional, o Dólmen da Barrosa esteve localizado em terreno privado, e praticamente escondido pelos muros altos de uma quinta.
O presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, Carlos Castro considerou também que o espaço é uma mais-valia para a freguesia. “Esta área envolvente é um pulmão natural e a requalificação é um sonho de muitos anos. Vai ser uma atractividade para Vila Praia de Âncora. Fazia falta à vila”.

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