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Braga

2016-12-07 às 14h44

Miguel Viana

Que ideia fazem os portugueses da Galiza e os galego de Portugal? As respostas foram dadas ontem na Livraria 100.ª Página, na apresentação dos livros ‘A Imagem de Portugal na Galiza’ , de Carlos Quiroga, e ‘A Imagem da Galiza em Portugal’, de Carlos Pazos-Justo. O livro ‘A Imagem de Portugal na Galiza’ aborda uma interligação de vários séculos, mas ainda assim, explica o autor, “a grande maioria da população está-se nas tintas” para as relações da Galiza com Portugal. “Há trocas económicas, negócios, mas demora muito a desaparecer realmente a fronteira”, defendeu Carlos Quiroga.

Que ideia fazem os portugueses da Galiza e os galego de Portugal? As respostas foram dadas ontem na Livraria 100.ª Página, na apresentação dos livros ‘A Imagem de Portugal na Galiza’ , de Carlos Quiroga, e ‘A Imagem da Galiza em Portugal’, de Carlos Pazos-Justo.
O livro ‘A Imagem de Portugal na Galiza’ aborda uma interligação de vários séculos, mas ainda assim, explica o autor, “a grande maioria da população está-se nas tintas” para as relações da Galiza com Portugal. “Há trocas económicas, negócios, mas demora muito a desaparecer realmente a fronteira”, defendeu Carlos Quiroga.

O autor considerou ainda que o panorama poderá mudar com o ensino do português como língua estrangeira nas escolas da Galiza. “Pelo menos podemos usar o recurso da sensibilidade para que se ensine o português nas escolas com língua estrangeira. Existe o quadro legal e no ano passado mais do que duplicou o ensino do português nas escolas primárias e secundárias. Estou optimista que mude o esquema e que tenhamos um entendimento mais fluído”, frisou Carlos Quiroga.

Por seu lado, o autor do livro ‘A Imagem da Galiza em Portugal’, defendeu que no nosso país há quem veja alguma proximidade à Galiza, mas há outras pessoas a quem a Galiza não diz nada. Há diferentes perspectivas”, destacou Carlos Pazos-Justo, sem descurar, no entanto, que “a proximidade entre a Galiza e Portugal é cada vez maior. Os visitantes estrangeiros que mais visitam a Galiza nos últimos anos têm sido os portugueses. Por outro lado as trocas comerciais têm aumentado, o relacionamento nesse aspecto é muito intenso”.

No âmbito cultural, reconheceu o autor, o relacionamento “não é tão intenso como seria de esperar”, mas tem tendência a aumentar “sobre tudo aqui no Norte de Portugal”, frisou Carlos Pazos-Justo.
Os dois livros foram apresentados por Henrique Barreto Nunes, ex-director da Biblioteca Pública de Braga.

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