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Regime de teletrabalho pode ser oportunidade de inclusão laboral
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Regime de teletrabalho pode ser oportunidade de inclusão laboral

Vale do Ave

2021-02-25 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Dias do emprego na Escola de Engenharia terminaram ontem. Novas perspectivas sobre a inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho estiveram em debate.

Com a pandemia o teletrabalho veio para ficar e este deve ser visto como mais uma oportunidade de integração laboral de pessoas com necessidades especiais ou com limitações ao nível da mobilidade. A ideia foi ontem expressa pelos participantes no debate ‘Inclusive Carreers’, no âmbito do programa ‘Dias do Emprego’ da Escola de Engenharia da Universidade do Minho.
Este ano em formato online, os ‘Dias do Emprego’ decorreram durante três dias, tendo ontem de manhã sido abordada a temática da inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho, a partir da experiência de algumas empresas.

Em resposta à dúvida de como o trabalho remoto pode ser útil para pessoas como problemas de mobilidade mas também para os chamados ‘nómadas digitais’, Hugo Portela, da ‘Accenture’, considerou que “o teletrabalho meio para ficar”, não a 100% como está a acontecer actualmente em empresas de serviços, e “pode beneficiar pessoas com alguma incapacidade ou com falta de mobilidade”.
A mesma opinião foi partilhada por Afonso Arnaldo, da ‘Deloitte’, segundo o qual o teletrabalho “é uma oportunidade para pessoas que não consideravam procurar um emprego em local mais distante da sua casa”, reafirmando que “é mais uma ferramenta” para ultrapassar problemas de mobilidade. Sendo “uma oportunidade para pessoas com limitações”, o teletrabalho pode dificultar, por outro lado, a passagem da cultura das empresas aos seus colaboradores que estão fisicamente distantes, observou o ‘partner’ da ‘Deloitte’.

A sessão ‘Inclusive Careers’ contou com o testemunho de Rita Araújo, chefe de departamento do Centro de Valorização de Resíduos (CVR) da Universidade do Minho, portadora de baixa visão de nascença, que considerou haver ainda muito a fazer ao nível da “sensibilização das entidades patronais” no sentido da integração de trabalhadores com necessidades especiais.
“É importante adaptar as infraestruturas, os materiais e as formas de trabalho às limitações”, considerou esta licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho, a trabalhar no CVR desde a sua fundação, mas que passou pela experiência negativa de ver recusado um primeiro emprego pelo facto de ter declarado na sua candidatura a deficiência visual de que é portadora. Sobre o CVR, considerou ser uma instituição “muito aberta à inclusão”, onde todas as chefias de departamento são ocupadas por mulheres.

Segredos e motivações para uma carreira internacional

Eduardo, Ana, Catarina e André formaram-se na Escola de Engenharia da Universidade do Minho. Todos eles têm carreiras profissionais no estrangeiro. Ontem, na última sessão online de ‘Dias do Emprego’, explicaram o que os levou a optar por uma carreira internacional e como se adaptaram a novas culturas e a ambientes empresariais multinacionais.
“Uma carreira internacional é uma oportunidade que devemos ter em mente na universidade, porque nos desenvolve a nível profissional e pessoal de forma muito rápida”, confessou Ana Marques, que fez a licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial, iniciou carreira profissional na ‘Bosch’ e trabalha actualmente na ‘Amazon’, na Alemanha.
Para André Marques, que depois de se formar em Engenharia Mecânica na Universidade do Minho, passou também pela ‘Bosch’, encontrando-se actualmente na ‘Aston Martin’, no Reino Unido, os engenheiros portugueses têm condições para “competir ombro a ombro” em qualquer parte do Mundo.

O seu desejo de uma carreira internacional foi acelerado com a crise económica que, há alguns anos, o levou a sair de Portugal.
Catarina Gonçalves, também formada em Engenharia e Gestão Industrial, trabalha actualmente numa empresa tecnológica na Áustria.
Ex-dirigente da Associação Académica da Universidade do Minho, relevou as competências extra-curriculares como uma mais-valia para singrar profissionalmente além fronteiras.
Eduardo Rodrigues, outro licenciado em Engenharia e Gestão Industrial pela Universidade do Minho, está actualmente em França ao serviço da ‘Airbus’ e justificou a procura de uma carreira internacional, que o levou anteriormente à ‘Rolls Royce’, com a necessidade de integrar “projectos de envergadura”, objectividade que não lhe foi possível concretizar em Portugal.

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