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Região do Barroso declarada património agrícola mundial
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Região do Barroso declarada património agrícola mundial

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Região do Barroso declarada património agrícola mundial

Cávado

2018-04-13 às 09h09

Redacção Redacção

Autarca de Montalegre diz que distinção premeia o trabalho desenvolvido em condições difíceis . Presidente da câmara de Boticas diz que é das melhores notícias que recebemos nos últimos tempos.

Citação

A região do Barroso, que se estende pelos municípios de Boticas e Montalegre, foi declarada património agrícola mundial pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A cerimónia de entrega do certificado realiza-se no dia 19 de Abril, em Roma, Itália, cidade onde está sediada a FAO.
O território do Barroso foi designado primeiro sítio GIAHS - Sistema Importante do Património Agrícola Mundial em Portugal. Trata-se de uma iniciativa da FAO para a promoção e preservação do património agrícola.
É das melhores notícias que recebemos nos últimos tempos. É o reconhecimento por parte da FAO da forma como produzimos os nossos produtos, bem como da paisagem deste território, afirmou o presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga.

Para o autarca, trata-se de um reconhecimento que vai catapultar os produtos, bem como atrair mais turismo à região.
O presidente da Câmara de Montalegre, Orlando Alves, olha para esta distinção como uma alavanca de desenvolvimento que é preciso, agora, saber exponenciar e que premeia o trabalho esforçado, desenvolvido em condições difíceis, num território também muito difícil.
Pode potenciar o desenvolvimento turístico, económico, social e cultural das nossas terras. Pode ser um farol que chame a atenção para o Barroso. Mas esta distinção é também uma responsabilidade para os autarcas, frisou.
O Barroso é uma região agrícola dominada pela produção pecuária e pelas culturas típicas das regiões montanhosas, onde se mantêm as formas tradicionais de trabalhar a terra ou tratar os animais.
As principais actividades são a criação de gado e a produção de cereais, o que deu origem a um mosaico de paisagem em que as pastagens antigas, as áreas de cultivo (campos de centeio e hortas), os bosques e as florestas estão interdependentes.

O comunitarismo é ainda um dos valores e costumes característico desta região, intimamente associado às práticas rurais de vida colectiva e à necessidade de adaptação ao meio ambiente.
O processo de candidatura à classificação do Barroso foi iniciado em 2016 pela Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega, tendo sido, depois, formalizada junto da FAO pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.
A candidatura envolveu ainda a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a UMinho.
Os sítios GIAHS são sistemas agrícolas vivos, envolvendo as comunidades humanas numa relação intrincada com o território, com a paisagem cultural e agrícola, bem como com o ambiente biofísico e social.

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