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Braga

2019-11-10 às 13h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Em 40 ANOS, os portugueses ganharam uma década na esperança média de vida. Números apresentados no encontro de gestão pública.

A reforma dos Cuidados de Saúde Primários operada no nosso país nos últimos 40 anos, com destaque para a experiência do Agrupamento de Centros de Saúde de Braga (ACES) esteve no centro do debate do 2.º Encontro Anual de Gestão Pública (EAGP) que decorreu ontem no Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA).
O encontro contou com a participação de Domingos Sousa, director executivo do ACES - Agrupamento de Centros de Saúde do Cávado I - Braga e de Cidália Noversa da Unidade de Apoio à Gestão do ACES Cávado I - Braga.
Domingos Sousa traçou a cronologia dos últimos 40 anos de reforma dos cuidados de saúde primários, destacando o ano de 2003 como o marco de criação da rede de cuidados de saúde primários, mas é “em 2017 que se inicia verdadeiramente a reforma do sistema nacional de saúde. Até aquela data foram criadas as bases de sustentação do sistema que temos hoje”, referiu Domingos Sousa, acrescentando que “é nesta altura que surgem as Unidades de Saúde Familiares (USF´s) como elementos-chave de todo o Sistema Nacional de Saúde e são criados os agrupamentos de centros de saúde”.
Nesta ‘viagem’ pela evolução do Sistema Nacional de Saúde, o responsável do ACES apresentou alguns indicadores que mostram a ‘revolução’ nos últimos 40 anos. Em 1970, Portugal apresentava uma uma mortalidade infantil de 58,6 por cento e um universo de oito mil médicos. Hoje o universo é de 29 mil médicos”.
Por recomendação no relatório de 2008 da Organização Mundial de Saúde (OMS), também se desenha um novo modelo nas lideranças, substituindo o modelo de controlo autoritário para um sistema de liderança com base na negociação e participação. Foi neste contexto que surgiu os agrupamentos com uma estrutura mais flexível, de aproximação ao utente, de aproximação à sociedade, através dos conselhos da comunidade, assente numa estratégia de governação clínica e no modelo de autonomia contratualizada. “Este modelo de gestão conjuga princípios de descentralização e responsabilização face aos objectivos, passando a haver uma orientação para os resultados e centralidade no utente e alteração no paradigma do Estado que passou a contratualizar face ao desempenho”, explicou Domingos Sousa.
“Em 40 anos, os portugueses ganharam uma década na esperança média de vida, que se situa nos 81 anos face aos 71 anos em 1979”, apontou o responsável do ACES.
O ACES Braga tem 200 mil utentes inscritos, 529 profissionais, 25 unidades e um orçamento de 45 milhões de euros.

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