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Refood entrega hoje cabazes a mais  de uma centena de beneficiários

Braga

2020-04-04 às 06h00

Paula Maia Paula Maia

É a resposta deste projecto humanitário aos pedidos de ajuda que não param de chegar. Cabazes resultam da campanha que o Refood levou a cabo esta semana, mas os responsáveis apelam às várias entidades que é preciso chegar desta população.

A Refood de Braga entrega hoje mais de uma centena de cabazes com géneros alimentares não só aos beneficiários do projecto, mas todos aqueles que solicitaram a ajuda deste projecto humanitário.
A entrega será feita entre as 15 e as 18 horas, no domicílio dos beneficiários que já estão sinalizados.
Depois de ser obrigada a encerrar o seu centro logístico aquando a declaração do estado de emergência, a Refood não conseguiu ficar indiferente aos pedidos de ajuda que continuam a chegar - e cada vez em maior número - e lançou, nos dias 30 de Março e 1 de Abril, uma campanha de recolha de alimentos para entregar a quem mais precisa.
“Tivemos muitas ofertas, nomeadamente enlatados, arroz, massas, leite”, revelou ao CM Alice Campos, responsável pelo projecto em Braga.

Aos imensos donativos que foram chegando, a Refood de Braga vai ainda adicionar outros bens, nomeadamente refeições prontas que serão adquiridas com os donativos em dinheiro que também foram chegando por estes dias.
“Estamos a fazer o ponto da situação, nomeadamente ver os beneficiários que temos, o material que dispomos, o que podemos dar a cada um”, diz Alice Campos que o perfil dos beneficiários é variado, “desde pessoas que vivem sozinhas a famílias com cinco elementos”.
“Vamos dar um cabaz bem composto a todos”, garante a responsável.
Alice Campos adverte que a situação actual “não vai ser resolvida com a entrega de um cabaz que dará para duas a três semanas”, sublinhando que é fundamental o trabalho em rede de várias instituições que devem estar na linha da frente no apoio a quem mais precisa.

“Temos de fazer um apelo às instituições para ajudar estas pessoas. Têm de trabalhar em rede e arranjar estratégias para resolver este problema. Não vamos estar a fazer cabazes de 15 em 15 dias. Não podemos estar sempre a fazer peditórios de alimentos à população que também está também a passar por problemas enormes. Há muita gente que ficou sem emprego e há cada vez mais pessoas a tocar-nos à porta”, continua Alice Campos, revelando que muitas das pessoas que estão agora a ajudar também vão precisar de ajuda num futuro muito próximo. “Tivemos uma senhora que nos veio entregar um quilo de açúcar e que no final do mês vai ficar sem emprego. Partiu-me o coração”, conta ainda a responsável, vincando a solidariedade que os bracarenses sempre demonstraram em altura de crise.

Alice Campos conta que, por exemplo, o Refood de Gaia não se debate com os mesmos problemas de Braga porque as juntas de freguesia criaram alternativas para ajudar as pessoas. “Queria também ver isso aqui, seguindo o exemplo do Colégio Luso-Internacional que está a fazer um trabalho fantástico, inclusive a apoiar perto de duas dezenas de beneficiários nossos que não têm como cozinhar. Eram pessoas que nos preocupavam imenso”, continua.
E aponta ainda um desejo: “adorava ter uma cozinha grande onde pudesse cozinhar. As nossas condições não o permitem”, remata a responsável.

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