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Reabertura das fronteiras vai alavancar retoma do turismo na Eurorregião
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Reabertura das fronteiras vai alavancar retoma do turismo na Eurorregião

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Reabertura das fronteiras vai alavancar retoma do turismo na Eurorregião

Braga

2020-05-30 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Dos dois lados do rio Minho há a consciência de que a reabertura das fronteiras terrestres é fundamental para alavancar a retoma no sector turístico. No entanto, Espanha prevê a abertura de fronteiras internacionais apenas para 1 de Julho.

A reabertura das fronteiras terrestres entre Portugal e Espanha é fundamental para alavancar a retoma do turismo na Eurorregião Galiza - Norte de Portugal, reconhecem os oradores que ontem integraram o 4.º webinar realizado no âmbito 3.º Fórum de Turismo Visit Braga.
‘Turismo na Eurorregião Galiza - Norte de Portugal – Que Desafios?’ foi o tema que juntou Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga; Marco Sousa, em representação da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP); Xosé Sánchez, alcaide de Santiago de Compostela; e Nava Castro, directora do Turismo da Galiza.

“A abertura das fronteiras com Espanha é essencial para nós”, realçou Marco Sousa, explicando que os espanhóis representam 30% das dormidas de estrangeiros na região norte.
“Quando reabrirem as fronteiras e peso do turismo espanhol vai ser grande”, antecipou o representante da TPNP, notando que depois do mercado interno será para o país vizinho que se vai virar a promoção da região.
Se do lado de cá da fronteira se sente a falta dos turistas espanhóis, sobretudo dos galegos, do lado de lado o cenário não é muito diferente, como explicou Nava Castro.
“O Norte de Portugal, para nós, é uma mercado estratégico. É o nosso principal mercado internacional, representando 20% da procura estrangeira em termos turísticos”, realçou a directora de Turismo da Galiza.
Dos portugueses que atravessam a fronteira para a Galiza, 70% fá-lo por motivos e 15% por motivos laborais ou de negócios, referiu ainda.

A avançou que na segunda quinzena de Junho o Norte de Portugal vai ser o alvo de uma campanha de promoção turística que está a ser desenhada neste contexto pós-pandemia.
Ricardo Rio, que é também presidente do Eixo Atlântico, também reconheceu que o universo da Eurorregião Galiza - Norte de Portugal tem já um hábito e historial de visitação recíproca. “Este movimento é algo que se vai intensificar num futuro próximo”, disse o autarca bracarense, reivindicando que “é importante viabilizar a circulação no território de fronteira”, lembrando que tem havido um apelo de muitos autarcas nesse sentido.

Sobre esta temática, o alcaide de Santiago de Compostela reconheceu a importância da livre circulação entre fronteiras, mas alertou que tal não deverá acontecer antes de 1 de Julho, a data estipulada para Espanha reabrir.
Xosé Sánchez recordou que apesar de a Galiza não ter sido tão atingida pela pandemia como Madrid, Barcelona ou o País Basco, as zonas mais críticas, foi também alvo das medidas de contenção impostas para toda a Espanha.
Notou que neste momento os espanhóis estão na fase dois do desconfinamento, o que lhes permite mobilidade dentro daquilo que Portugal equivale ao distrito. A partir de 8 de Junho já será permitida a circulação entre diferentes províncias, mas a reabertura internacional do país vizinho está apenas prevista para 1 de Julho.

Reservas hoteleiras a crescer dois lados da fronteira

As reservas de alojamento estão a crescer na Eurorregião Galiza - Norte de Portugal, um bom sinal para retoma da economia.
Marco Sousa constatou que o turismo vive “um momento muito difícil”, mas que começa a brotar um “sentimento de esperança” pelos “sinais que vamos tendo e que são encorajadores”.
A Turismo do Porto e Norte de Portugal tem informações de “as reservas de alojamento estão a crescer”, o que se tem notado sobretudo nos territórios de baixa densidade, no sector ligado mais ao turismo em áreas rurais, alojamento localizado em locais mais isolados. “Alguns dos nossos concelhos tem já esgotada a sua capacidade para o Verão nesse tipo de oferta”, realçou.
Também em Santiago de Compostela já se vislumbram sinais dessa retoma, apesar de actualmente 995 da oferta hoteleira se manter fechada, prevendo-se a sua rea
bertura para 1 de Julho.
“Já há reservas de portugueses para Santiago de Compostela, assim como de espanhóis, o mesmo não se verificando quando falamos do resto do mundo”, referiu o alcaide de Santiago de Compostela.

Xosé Sánchez considera que nesta retoma do sector há três factos que é necessário observar: “fazer a promoção onde temos mais possibilidade de ter êxito; transmitir uma imagem positiva; e garantir que todos os que nos visitem partam com vontade de regressar e a falar bem de nós”.
O autarca galego notou que esta eurorregião tem “um produto extraordinário” com que se pode promover: o caminho de Santiago de Compostela, um legado com 1200 anos e que tem superado todas as dificuldades. “Desta vez não vai ser diferente”, vaticinou, lembrando que 2021 é um Ana Santo, pelo que são esperados muitos milhares de turistas em Santiago de Compostela.

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