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Qualquer dia o Governo quer funcionários públicos e não tem
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Qualquer dia o Governo quer  funcionários públicos e não tem

Braga

2020-01-17 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Sindicatos exigem melhores salários na Função Pública. Líder da Federação Nacional alerta para degradação das carreiras nos últimos 13 anos.

A CGTP-IN não aceita que o Governo preveja 70 milhões de euros para a actualização de salários dos funcionários públicos em 2020 e esteja disposto a gastar 2,1 mil milhões nas parcerias público-privadas e no Novo Banco. A posição foi reafirmada pelo secretário-geral da central sindical, Arménio Carlos, à margem do 12.º Congresso da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS), que encerra hoje em Braga. “A questão que hoje se coloca à sociedade portuguesa é que, ou se valoriza os trabalhadores dos serviços públicos e da administração pública, ou nós corremos o risco de qualquer dia termos um Governo a dizer que quer melhorar os serviços públicos e não tem trabalhadores disponíveis para continuarem a receber 600, 800 ou 900 euros”, alertou o líder sindical.

Arménio Carlos entende que a proposta de aumento salarial de 0,3% para os funcionários públicos, é “desrespeitadora e destruidora da dignidade” desses trabalhadores, opinião secundada por Ana Avoila, ainda coordenadora da FNSTFPS, segundo a qual o Governo “fez a opção clara de ir para o lado do patronato e do poder económico, restando agora aos trabalhadores continuarem a luta, porque é a luta de massas que vai mudar algo”.
Os dois sindicalistas apelaram, por isso, à mobilização para a grande manifestação nacional de protesto agendada para 31 de Janeiro, em Lisboa.
Arménio Carlos entende que não pode ser esquecido o papel dos trabalhadores da administração pública em Portugal no tempo da ‘troika’ em que não beneficiaram de aumentos salariais, adiantando que, não fosse a sua intervenção, provavelmente “muitos dos serviços públicos colapsavam”.

De saída da função da coordenação da FNSTFPS, Ana Avoila, apontou que, “em termos dos direitos dos trabalhadores, houve uma regressão muito grande” nos últimos 13 anos.
“Desde logo com o Governo de José Sócrates, do PS, que retirou o estatuto socioprofissional aos trabalhadores da administração pública. Isto é o quê? Tirou-nos o vínculo de nomeação, tirou as carreiras gerais, todas as profissões que existiam deixaram de existir para se chamarem assistentes operacionais”, recordou a sindicalista, insistindo que “estes 13 anos foram um processo de resistência”. Adiantou que “agora se está em recuperação, mas não está fácil”.

O presidente da Câmara Municipal de Braga, participou na sessão de abertura do 12º Congresso da FNSTFPS, anunciando que a autarquia pretende fechar com o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte um conjunto de dossiês, um dos quais visa uma maior conciliação da vida pessoal e profissional dos trabalhadores do Município.
O edil bracarense apontou o objectivo comum da autarquia e do sindicato de “valorização dos trabalhadores da administração pública”.

Sebastião Santana sucede a Ana Avoila na coordenação da Federação

Sebastião Santana, dirigente do Sindicato da Função Pública do Sul e Regiões Autónomas, é o candidato a coordenador da Federação da Nacional, sucedendo a Ana Avoila, que abandona o cargo, depois de 13 anos à frente dos sindicatos da administração pública da CGTP.
Hoje, segundo dia do 12º Congresso da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, é eleita a nova direcção nacional, que já não contará com Ana Avoila, que cessa a sua actividade sindical por motivos de aposentação.

A até agora líder da federação dos sindicatos da função pública afectos à CGTP-IN sairá também da direcção da central, no congresso agendado para Fevereiro, o qual marcará também a saída do actual secretário geral, Arménio Carlos.
Arménio Carlos relevou ontem o “contributo individual de Ana Avoila para o movimento sindical, bem como o “rejuvenescimento” das estruturas sindicais.
“Este movimento sindical tem que ser dirigido por trabalhadores no activo. É esta renovação que dá forma e confiança no futuro. Temos mais jovens a participar e a intervir e teremos um jovem na coordenaçao da Federação. Os jovens são o futuro e acreditamos neles”, disse o líder da CGTP-IN, que hoje encerra os trabalhos do 12º Congresso da Federação.

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