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Qualificação do emprego é grande desafio da região Norte

Vale do Ave

2016-05-13 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Conciliar o aumento da produtividade com o crescimento e a qualificação do emprego é o grande desafio que se apresenta à região Norte nos próximos anos, defendeu ontem, no Instituto de Design de Guimarães, o presidente da Comissão de Co-ordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Na abertura da primeira sessão do ciclo que assinala os dez ano do relatório trimestral ‘Norte Conjuntura’, Emídio Gomes destacou que a região tem “sido capaz” de aumentar a produtividade do trabalho, mas que é necessário que “conciliar” esse desempenho com o aumento e qua- lificação do emprego”.

Conciliar o aumento da produtividade com o crescimento e a qualificação do emprego é o grande desafio que se apresenta à região Norte nos próximos anos, defendeu ontem, no Instituto de Design de Guimarães, o presidente da Comissão de Co-ordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). Na abertura da primeira sessão do ciclo que assinala os dez ano do relatório trimestral ‘Norte Conjuntura’, Emídio Gomes destacou que a região tem “sido capaz” de aumentar a produtividade do trabalho, mas que é necessário que “conciliar” esse desempenho com o aumento e qua- lificação do emprego”.

Segundo o líder da CCDR-N, as empresas da região têm dado um grande o contributo para o saldo positivo da balança comercial da transação de bens, o qual “é digno de assinalar”, reconhecendo “a grande dificuldade” em criar emprego e, sobretudo, emprego qualificado.
O diagnóstico traçado por Emídio Gomes foi confirmado por Carlos Ribas, da Bosch Portugal, num debate sobre a qualificação e mercado de trabalho no Norte, no qual confessou a dificuldade em contratar mão-de-obra qualificada para o centro de conhecimento que está a ser criado por esta multinacional em Braga.

“Preciso de centenas de engenheiros. Tenho de ir buscar alguns ao estrangeiro por sérias dificuldades no mercado nacional”, afirmou o representante da Bosch. José Maria Azevedo, técnico da CCDR-N, numa comunicação sobre escolarização e qualificação na região Norte, atestou, por seu lado, a “insuficiente procura de formação em tecnologias de informação e comunicação (TIC), “uma área com emprego e com futuro”.

O seu colega Eduardo Pereira, numa abordagem à evolução do mercado de trabalho do Norte desde o início do século XX, considerou que é possível desempenhar o desempenho da região com “melhores qualificações, políticas activas de emprego e crescimento económico”, sendo que esta última variável não é condição suficiente para criar emprego.

O economista Daniel Bessa, outro dos convidados da CCDR-N para a sessão ‘Norte Conjuntura’ dedicada à educação, qualificação e mercado de trabalho, sugeriu que “a região Norte necessita de um segundo mercado de emprego protegido”, já que o sector empresarial não é suficiente, por si só, para inverter a tendência de crescimento do desemprego dos últimos 12 anos, período em que foram destruídos entre 280 e 290 mil empregos na região.

Fernando Alexandre, pró-reitor da Universidade do Minho para a Valorização do Conhecimento, defendeu que o objectivo do crescimento do emprego mais qualificado não se satisfaz “se não for pela Educação”. Só qualificação dos recursos humanos da região não chega para cumprir o desafio enunciado pelo presidente da CCDR-N “mas é o ponto de partida”, declarou este economista, na opinião do qual “a crise portuguesa” não começou com a troika, sendo a intervenção externa consequência de um processo de degeneração da economia portuguesa que se iniciou em 2001.

Paulo Cunha, presidente do Conselho Regional do Norte e da Câmara de Famalicão, foi a este debate contrariar “a ideia errada de que as autarquias pouco podem fazer ao nível da capacitação das pessoas e da promoção económica, defendendo que o poder local deve ter competências próprias que lhe permitam direccionar a educação e formação para as necessidades endógenes de cada concelho. Também em Famalicão, “não são poucas as empresas com dificuldades em recrutar mão-de-obra qualificada”.

Questionado ontem sobre a importância dos fundos comunitários para a região Norte, o presidente da CCDRN disse que estas ajudas “têm feito muito ao nível das infraestruturas”, esperando agora “que possam fazer agora ao nível da competitividade do tecido produtivo”.

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