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Promoção bancária foi capa para burlas
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Promoção bancária foi capa para burlas

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Promoção bancária foi capa para burlas

Casos do Dia

2019-06-07 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Polícia judiciária de Braga deteve quatro homens suspeitos de burlarem clientes em 1,6 milhões de euros como promotores bancários.

A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, deteve quatro homens que, sob a cobertura de angariar clientes e investimentos para o Deutsche Bank, terão burlado vários clientes em diferentes concelhos do distrito de Viana do Castelo causando-lhes prejuízos até agora contabilizados em 1,6 milhões de euros.
Entre os quatro detidos, com idades entre os 37 e os 55 anos, contam-se o presidente da Junta de Freguesia da Ribeira, em Ponte de Lima, e um dirigente da Associação Empresarial de Ponte de Lima, todos suspeitos de burla qualificada, associação criminosa, falsificação de documentos e abuso de confiança.

Os quatro suspeitos utilizaram a actividade de promoção bancária para se apropriarem de "elevadas importâncias em dinheiro" que "investiam em produtos financeiros de elevadíssimo risco" confirmou ontem o coordenador do Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ, António Gomes.
Os clientes - muitos emigrantes e com baixas habilitações - entregavam o dinheiro a estes promotores bancários sob a promessa de ser aplicado em investimentos seguros e de risco nulo.
Para convencerem os clientes, os suspeitos emitiam documentos com o logotipo do banco, mas ainda persistem dúvidas sobre se trata de documentos usados pelo banco e houve casos em que os lesados receberam juros das aplicações.

“Foi tudo feito com base na confiança” afirma António Gomes, que sustenta que este tipo de serviços deve ser prestado pelos bancos e que os clientes devem exigir sempre os documentos comprovativos e as condições subjacentes a cada produto que subscrevem.
A PJ de Braga identificou, até agora, oito clientes lesados, mas o coordenador de investigação criminal aponta que as vítimas podem chegar às oito dezenas, aumentando, exponencialmente, os montantes envolvidos.
As diligências da PJ de Braga incluíram a realização de 13 buscas que permitiram apreender seis viaturas de gama alta, cerca de mil euros em dinheiro e muitos documentos em papel e em formato digital.

A expectativa dos investigadores - que têm a investigação em mãos há oito meses e acreditam que está na recta final - é identificar o destino do dinheiro e recuperá-lo.
Os quatro suspeitos foram ontem presentes a primeiro interrogatório judicial.
O presidente da comissão política concelhia do PS de Ponte de Lima, Jorge Silva, disse ontem que a detenção do presidente da Junta de Freguesia da Ribeira poderá conduzir à dissolução do executivo.

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