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Projeto de Cocriação da Inovação é “mais-valia” para alunos e docentes do Politécnico de Viana do Castelo
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Projeto de Cocriação da Inovação é “mais-valia” para alunos e docentes do Politécnico de Viana do Castelo

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Projeto de Cocriação da Inovação é “mais-valia” para alunos e docentes do Politécnico de Viana do Castelo

Alto Minho

2021-09-22 às 14h14

Redacção Redacção

Alunos do Politécnico de Viana do Castelo apresentaram “Alimentos 100% naturais e pouco processados” no âmbito do projeto “Link Me UP – 1000 ideias”

“Alimentos 100% naturais e pouco processados” foi o tema apresentado pela equipa de estudantes do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) na final nacional da primeira edição do projeto Cocriação da Inovação – “Link Me Up – 1000 ideias”, uma iniciativa promovida pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). “Para além da construção de uma comunidade ativa e colaborativa entre politécnicos, este projeto permite o desenvolvimento profissional dos docentes envolvidos na formação e dá a oportunidade aos alunos de desenvolverem competências cada vez mais exigidas no mundo atual”, aplaudiu a coordenadora do projeto no IPVC, Teresa Gonçalves, assumindo que o trabalho de equipa multidisciplinar é uma “mais-valia”. Os alunos também fazem um balanço “extremamente positivo” desta experiência.

Bruna Ribeiro, Cátia Ferreira, Patrícia Fonte e Ricardo Ferreira do curso de Biotecnologia da Escola Superior Agrária (ESA-IPVC), João Vale da licenciatura em Engenharia Mecatrónica e Mauro Luís do curso de Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG-IPVC) representaram o Politécnico de Viana do Castelo na final nacional de Cocriação da Inovação – “Link Me Up – 1000 ideias”, que decorreu em Rio Maior. Esta foi a primeira de seis edições desta iniciativa promovida pelo CCISP. Os estudantes do IPVC tiveram a oportunidade de participar no projeto com o objetivo de introduzir um “elemento diferenciador” na formação e na futura carreira, cooperando com organizações ou empresas no decorrer do último semestre do ano letivo passado. Este projeto, apoiado pela equipa finlandesa Demola, foi acompanhado por docentes/facilitadores do IPVC e elementos de empresas/organizações parceiras.
“O projeto envolveu a formação de docentes numa metodologia pedagógica ligada à cocriação, ao design thinking e aos cenários futuros. É uma metodologia específica, onde os professores têm sessões de formação e depois trabalham com os estudantes a partir de desafios que são colocados por empresas. Os estudantes trabalham a partir de contextos reais e em colaboração com os parceiros das empresas numa perspetiva de pensar ideias inovadoras e fora da caixa que possam constituir soluções para o desafio lançado”, explicou a também pró-presidente, informando que os docentes que receberam a formação trabalharam com oito equipas de estudantes. “Tivemos as oito equipas completas desde o início, sendo que a procura inicial foi acima daquilo que podíamos acolher e isso é um fator muito positivo”, aplaudiu Teresa Gonçalves, destacando também a “adesão e a avaliação francamente positivas das empresas envolvidas” no projeto.
Para a pró-presidente do IPVC este projeto traz benefícios a vários níveis. “Estamos a construir uma comunidade ativa e de partilha entre Politécnicos”, sublinhou Teresa Gonçalves, destacando ainda o desenvolvimento profissional de todos os docentes envolvidos no projeto. “A formação permite aos docentes aplicar estas abordagens pedagógicas em novos projetos, quer no âmbito dos cursos quer ainda nas unidades curriculares que lecionam”, assegurou a coordenadora do projeto no IPVC, evidenciando o facto dos professores envolvidos nesta primeira edição continuarem ligados ao projeto. Mas o “Link Me Up – 1000 ideias” traz benefícios sobretudo para os alunos. “Os estudantes envolvidos desenvolvem competências que são cada vez mais exigidas no mundo atual. Aqui são confrontados com situações reais e têm que ser ativos, analisar problemas, encontrar soluções, ter pensamento crítico, criatividade e desenhar o futuro”, confirmou a pró-presidente, destacando aqui o “trabalho multidisciplinar”.

Foi uma experiência “muito enriquecedora” para alunos, docentes e empresa

Os alunos tiveram que responder a um desafio colocado pela empresa WeProductise (WP). As novas tecnologias de processamento estão a evoluir, possibilitando o processamento em pequena escala, e há um segmento crescente de consumidores que procura sumos, sopas de vegetais e cremes 100% naturais. Perante esta realidade, o repto lançado aos alunos foi encontrarem a melhor estratégia para a Weproductise se tornar um player no desenvolvimento de frutas e vegetais comerciais inovadores, usando as melhores técnicas de processamento sustentável disponíveis.
“A experiência correu muito bem e foi muito enriquecedora. Aprendemos novas metodologias de ensino, que apostam no ensino baseado num projeto em contexto real”, confirmou a facilitadora do projeto, a docente Ana Cristina Rodrigues, evidenciando também o trabalho multidisciplinar que permitiu manter a equipa sempre motivada e com muita interação com o CEO da empresa, António Mota Vieira. Os alunos, continuou a também vice-presidente da ESA-IPVC, tiveram a oportunidade de trabalhar a área de frutas e legumes e apresentarem cenários futuros, novas linhas de negócio, novas tendências, preferências dos consumidores, tendo ainda realizado entrevistas a stakeholders.
Cátia Ferreira, uma das alunas envolvidas no projeto, destacou o facto terem tido a oportunidade de trabalhar em contexto real e diretamente com a empresa. “O trabalho multidisciplinar foi uma das mais-valias do projeto, já que envolveu alunos de vários cursos e de escolas diferentes e isso foi muito interessante”, confessou a aluna, que terminou agora o curso de Biotecnologia da ESA-IPVC. À escala laboratorial, os alunos conseguiram criar protótipos de soluções mediante as metodologias ensinadas. “Conseguimos passar a nossa ideia e isso valeu muito a pena”, assumiu Cátia Ferreira, admitindo que “foi possível colocar em prática as competências já desenvolvidas”.
Também Mauro Luís, que vai ingressar agora o 3.º ano do curso de Engenharia Informática da ESTG-IPVC, participou na equipa de trabalho e fez um “balanço muito positivo” da experiência. O trabalho multidisciplinar foi uma das “mais-valias” do projeto e o estudante conseguiu “aprender e aplicar muito do conhecimento”.

Delicalm e ByVieira representaram IPVC no Poliempreende
A par da final do projeto Cocriação da Inovação – “Link Me Up – 1000 ideias” decorreu em paralelo a final nacional da 17ª edição da Final Nacional do Poliempreende, na qual estiveram em concurso os melhores projetos de 2020 e 2021. Em representação do IPVC estiveram Catarina Rocha (Delicalm) e Daniela Vieira (byVieira).
Catarina Rocha, aluna da Licenciatura em Enfermagem Veterinária da ESA - IPVC e vencedora do Concurso Regional de 2020, apresentou o projeto Delicalm, que consiste na produção de biscoitos calmantes naturais para cães e gatos, que têm na sua composição duas plantas: a camomila e raiz de valeriana. Reconhecida a necessidade crescente de administração de calmantes a animais muito stressados em situações como viagens de carro, idas ao veterinário, passeios, ou mesmo patologias comportamentais, Catarina Rocha constatou que os calmantes atualmente utilizados pelos tutores são medicamentosos e causam habituação. "Este produto surgiu para criar uma alternativa às substâncias medicamentosas, de forma a não causar habituação ao animal nem ser tóxica. O stress nos animais pode ser causado por diversos fatores, por vezes difíceis de contrariar, mas que são a causa de muitas doenças”, explicou Catarina Rocha. O objetivo desta marca é utilizar biscoitos funcionais de modo a trazer bem-estar aos animais e consequentemente aos seus tutores. Quanto aos produtos presentes no mercado, os biscoitos Delicalm “diferenciam-se pela sua composição natural e sem cereais”. A Delicalm, espera Catarina Rocha, poderá vir a “completar uma lacuna no mercado de biscoitos funcionais naturais e despertar o interesse dos tutores para a existência desta alternativa mais saudável”.
Já Daniela Vieira, recém-licenciada em Organização e Gestão Empresariais da Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE) - IPVC e vencedora do Concurso Regional deste ano, apresentou o Projeto ByVieira, que é focado no design, produção e venda de joias de luxo com vertente sustentável e serviços de acompanhamento pós-venda personalizados. Acreditando que a vertente ambiental associada à marca pode ser uma “mais-valia”, Daniela Vieira usa ouro reciclado para fazer brincos, colares e pulseiras. “Aqui surgiu a minha ideia para oferecer tudo o que as outras marcas oferecem, mas com a vantagem de consciencializar os clientes para as questões ambientais”, contou Daniela Vieira. A aluna do IPVC tem como objetivo, todos os anos, criar uma nova coleção para a empresa conseguir doar uma parte dos lucros a uma associação. “Todos os anos será escolhido um problema presente na sociedade com o objetivo de conseguir ajudar a resolver”, adiantou a jovem, garantindo que o byVieira “terá sempre uma vertente solidária”. Para além da consciencialização para o meio ambiente, Daniela Vieira pretende que os clientes se sintam envolvidos a solucionar um problema que persista na sociedade.

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