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Projecto ‘EML – Equipamento Multifuncional de auxílio técnico à Locomoção’ com “valor acrescentado”
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Projecto ‘EML – Equipamento Multifuncional de auxílio técnico à Locomoção’ com “valor acrescentado”

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Projecto ‘EML – Equipamento Multifuncional de auxílio técnico à Locomoção’ com “valor acrescentado”

Ensino

2020-11-14 às 14h44

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Andarilho Inteligente foi validado nos serviços de Ortopedia e de Reabilitação do Hospital de Braga e no Centro Clínico Académico.

Desenvolver um “dispositivo multifuncional de assistência de mobilidade que potencie a reabilitação eficaz, eficiente e segura da marcha e postura de pacientes com ataxia” levou uma equipa multidisciplinar, que envolveu a Escola de Engenharia da Universidade do Minho (UMinho), o Hospital de Braga, o Centro Clínico Académico e as empresas OrthosXXI e Tecnicunha, a “ir à procura de uma solução”. Assim surge o andarilho inteligente, que foi ontem apresentado. A inovação, já distinguida pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, é co-financiada pelo Compete 2020. “A grande motivação do projecto foi encontrar meios complementares de reabilitação a pacientes com ataxia, em particular ataxia do cerebelo, que afecta a perda de locomoção contínua”, explicou a coordenadora científica do projecto, Cristina Santos, referindo que este dispositivo “deve ser usado como uma ferramenta de terapia e de avaliação clínica, permitindo ao utilizador uma reabilitação motora personalizada e ajustada às necessidades de cada um”.

Ainda segundo a professora do Departamento de Electrónica Industrial da Escola de Engenharia da UMinho, a estabilidade e diferenciação deste ‘smart walker’ é conseguida através da inteligência artificial e de um design próprio, garantindo menor probabilidade de incidentes a quem padece de descoordenação dos movimentos ou ataxia. Este dispositivo, acrescentou a responsável científica, “assegura a locomoção do utilizador de forma segura e intuitiva, providenciando um assistência mais focada às necessidades dos pacientes e potenciando uma marcha mais natural e uma postura mais estável, fornecendo dados clínicos quantitativos que permitem avaliar o progresso do paciente e apelando ainda à forte participação dos utilizadores no processo de recuperação”.

Este projecto, designado ‘EML – Equipamento Multifuncional de auxílio técnico à Locomoção’, teve a sua origem no Centro Algoritmi, evoluindo depois no Centro de Investigação em Microssistemas Electromecânicos. A inovação foi validada nos serviços de Ortopedia e de Reabilitação do Hospital de Braga e no Centro Clínico Académico, tendo sido alvo de teses de mestrado e doutoramento em Engenharia Biomédica. O projecto tem vindo a evoluir e a aumentar a funcionalidade do dispositivo para a sua aceitação.
Já António Ribeiro, da OrthosXXI, destacou o “trabalho de equipa e a vontade, o querer e a criatividade que uniram todos os parceiros”, garantindo que todos querem “ir mais à frente, já que se tem um projecto com valor acrescentado e com potencial”.

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