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Programa Centurium tem “potencial enorme” para desenvolver perfil do aluno
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Programa Centurium tem “potencial enorme” para desenvolver perfil do aluno

As Nossas Escolas

2021-04-18 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Seis professores do Agrupamento de Escolas de Celeirós aceitaram o desafio e participaram na formação do Centurium. As expectativas foram superadas e cerca de 200 alunos do 1.º ao 3.º ciclos já estão envolvidos no programa educativo.

O programa educativo Centurium entrou no Agrupamento de Escolas de Celeirós este ano lectivo. Seis professores aceitaram o desafio e participaram na formação, estando neste momento a inspirar outros docentes e alunos do agrupamento. Um dos professores envolvidos assumiu o “potencial enorme” que o Centurium tem no desenvolvimento do perfil dos alunos. “O perfil do aluno tem por base 10 áreas de competência-chave e diria que este programa dá para alcançar, pelo menos, cinco ou seis”, assegurou Jorge Cidade.

Professor de Geografia, Jorge Cidade confessou que, inicialmente, o objectivo era incluir o Centurium no projecto Erasmus que está integrado, mas “foi muito mais do que isso”, confessou. O professor explicou: “percebi de imediato que era possível fazer projectos de articula- ção com outras disciplinas, até porque neste momento é importante haver flexibilidade curricular e inovação”.
De algo “aparentemente tão simples”, foi possível desenvolver projectos de articulação com algumas turmas do 8.º ano. “Temos cerca de 100 alunos envolvidos nas disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Matemática e TIC”, contou o professor, admitindo que os alunos identificaram-se de imediato com o período romano.
Este projecto, continuou Jorge Cidade, promove, entre outros, “o desenvolvimento da autonomia, pensamento crítico, a resolução de problemas e o próprio relacionamento interpessoal e a criatividade”. Por isso, o professor acha que “tudo isto é perfeito”.

Entretanto, o professor já ‘levou’ o Centurium para o programa Erasmus que está integrado e que envolve duas escolas portuguesas, duas escolas espanholas, uma alemã e outra italiana.
“Temos 15 alunos do agrupamento envolvidos no programa Erasmus e, neste momento, seis desses alunos estão a trabalhar no Centurium com alunos da escola alemã”, adiantou o professor. Esta experiência-piloto está a ser feita com os alunos alemães, porque já têm alguma tradição do Jogo Moinho. “Se resultar, a ideia é alargar aos ou- tros alunos das escolas envolvidas no nosso projecto Erasmus”, assegurou.
O objectivo no futuro é que todo o agrupamento se envolva neste programa educativo, aproveitando “todas as potencialidades e a grande dinâmica que proporciona em várias áreas”, defendeu.

Entretanto, a professora do 4.º ano da EB1 Cruz também está “entusiasmada” com a motivação dos 14 alunos. “Já conhecia o Centurium e já tinha assistido a um torneio na Braga Romana e inclusive comprei a caixa com os jogos no Museu D. Diogo de Sousa, mas andou muito tempo no carro, porque não sabia jogar”, confidenciou a professora Elvira Costa. Por isso, quando surgiu a oportunidade de participar na formação nem hesitou.
Além da curiosidade pessoal, “tudo aquilo que imaginava ser importante para os alunos veio a revelar-se”, contou a professora, que já tem os alunos a jogarem os jogos do Soldado, Moinho e Seega.

A “maior dificuldade”, confessou a professora, é “controlar” o cumprimento das regras quando os alunos estão todos a jogar em contexto sala de aula. “Teoricamente todos eles sabem as regras, mas depois quando estão a jogar é mais difícil”, referiu.
Além da “espontaneidade e entusiasmo” com que os 14 alunos agarram os jogos, para a professora o programa tem oferecido inúmeras vantagens para os mais novos. “Ao jogar, os alunos concentram-se, cumprem regras, antecipam jogadas, aproximam-se do colega e há um convívio com todos os outros alunos”, destacou Elvira Costa, valorizando ainda “a grande componente de cidadania” que os jogos têm.
Mas há mais. “Temos a possibilidade com os jogos de explorar a época romana e até a expressão plástica e não estou a falar da construção de tabuleiros, que aí temos um enorme manancial a explorar”, assumiu. A figura do centurião tem apaixonado os mais novos e o certo é que o programa tem despoletado o desenvolvimento de uma série de conteúdos. “Queremos incutir o hábito dos alunos participarem nas actividades que a escola proporciona com o objectivo de serem crianças participativas e adultos mais activos”, destacou a professora.

“Queremos chegar a todo o agrupamento”

O Agrupamento de Escolas de Celeirós abraçou, este ano lectivo, o programa Centurium e, neste momento, tem já 11 turmas envolvidas. “Pareceu-nos desde logo muito interessante pelas competências técnicas que permite desenvolver, mas o facto de ser transversal também foi entusiasmante para nós”, contou a directora do Agrupamento de Escolas de Celeirós. Célia Simões quer que o projecto tenha continuidade no próximo ano lectivo e que chegue a mais professores e alunos.

O desafio foi lançado na escola e um grupo de docentes, do 1.º ciclo até ao 8.º ano, mostrou-se interessado e acabou por dinamizar o programa nas suas diferentes vertentes. “Temos duas turmas do primeiro ciclo, quatro do 5.º ano e cinco do 8.º ano envolvidas”, destacou a directora do agrupamento, referindo que “os docentes que estão a fazer a formação estão a inspirar e a partilhar dentro dos seus núcleos, nas reuniões de articulação, e a envolver outros docentes, que não tendo feito a for- mação já estão, através da via interna, a ser mobilizados e a alargar o âmbito do projecto”.
O agrupamento, continuou Célia Simões, “abraçou o projecto por ser bastante interessante pelas competências que permite desenvolver e também porque essas competências podiam ser desenvolvidas de uma forma transversal”.

Este primeiro ano está “a correr muito bem, sendo que o primeiro ciclo está bastante entusiasmado com o projecto e pensa alargar o âmbito com a integração de estagiários a trabalhar com a professora do 1.º ciclo”, avançou a directora, admitindo que o objectivo “é dar continuidade no próximo ano lectivo com os que têm já a formação a servir de motor para a restante comunidade e continuar a desenvolver o projecto”.
O objectivo é alargar o projecto a todo o agrupamento, mas Célia Simões destacou aqui o facto de ter muitos projectos a serem desenvolvidos. “Queremos dar continuidade aos que estão já a trabalhar e alargar a mais docentes. A partilha de experiência e dos resultados acaba por ser mobilizador e motivador para outros agarrarem o projecto”, admitiu a directora, confirmando que “as expectativas estão a ser superadas”.
O programa está a ser implementado em contexto sala de aula, mas também no recreio, “fazendo dinâmicas de recreio, potenciando a utilização dos jogos”.
O agrupamento está também a integrar o Centurium no projecto de Erasmus. “Estamos a enquadrar este programa no programa Erasmus que estamos este ano a desenvolver”, confirmou.

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