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Presidenciais 2021: Forças partidárias retiram diferentes ilações dos resultados
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Presidenciais 2021: Forças partidárias retiram diferentes ilações dos resultados

Nacional

2021-01-26 às 11h45

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Em Braga as várias organizações partidárias fazem as suas leituras aos resultados das Eleições Presidenciais 2021, com o Chega a assinalar o seu “crescimento” no distrito e o PCP e o BE a confessarem que os resultados ficaram “aquém das expectativas”.

Para Nuno Melo, presidente da distrital de Braga do CDS-PP e eurodeputado, a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais já estava pré-anunciada pelas sondagens, mas também tendo em conta os seus “índices de popularidade” junto da população portuguesa.
Para o eurodeputado, o resultado da candidata Ana Gomes era também “expectável”, uma vez que considera que o eleitorado do Partido Socialista que estava “desconfortável” com apoio do PS a Marcelo Rebelo de Sousa, votou na sua candidatura.
Destas Eleições Presidenciais 2021, Nuno Melo assinala, sobretudo, “a reconfiguração político-partidária que está a acontecer em Portugal, como já aconteceu noutros países da Europa, com a ascensão de candidatos apoiados pela Iniciativa Liberal e pelo Chega, que, na verdade, usaram as eleições presidenciais como uma incubadora da ascensão que querem para os seus partidos”.
Por outro lado, o líder da distrital de Braga do CDS-PP aponta para uma “derrota muito significativa” dos partidos de extrema esquerda - o Bloco de Esquerda e o PCP - notando que ficaram abaixo dos 20 por cento e apontando para o facto de o Chega de André Ventura ter ficado até com o Alentejo - um dos bastiões do PCP. “Julgo que os analistas políticos têm nestas eleições muito que pensar e os partidos políticos, dos quais o CDS não se deve excluir, têm também muito que meditar em relação aos futuros desafios eleitorais”, asseverou.

É com “positivismo” que Filipe Melo, presidente da distrital de Braga do Chega, destaca os resultados obtidos nas Eleições Presidenciais, apontando para 11,90% dos votos arrecadados a nível nacional pelo candidato André Ventura, que, no entanto, não conseguiu alcançar um dos grandes objectivos delineados, que era assegurar o 2.º lugar nas eleições durante uma segunda volta.
É do mesmo modo “positivo”, que o responsável olha para o crescimento do partido também em Braga.
“Comparativamente com as últimas eleições, as Legislativas de 2019, ao nível de distrito de Braga, tivemos uma subida de mais de 1000%”, assinala Filipe Melo, contando os 3177 votos obtidos nas Legislativas de 2019 e comparando com os 39221 votos conseguidos agora nas Presidenciais 2021. “É uma subida abismal”, refere.
Para aqueles que vêem os votos no Partido Chega como “votos de protesto”, Filipe Melo diz que esses “votos de protesto” estão reflectidos nos resultados da candidata Ana Gomes. “Só um grupo de indignados pelo crescimento que Chega está a ter, e que há-de continuar a ter, é que protestaram contra a Direita, dando votos a uma candidata que à partida se sabia que não ia, nem de longe nem de perto, ganhar”, afirmou.
Filipe Melo nota que um dos grandes objectivos do Chega era conseguir mais votos junto do eleitorado e que isso foi “largamente alcançado” nestas Eleições Presidenciais. “Nós conseguimos ter mais votos do que a a candidata Marisa Matias (BE), João Ferreira (PCP) e Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal) juntos”. “Num distrito que até é tendencialmente socialista, ficámos a apenas cinco mil votos da candidata Ana Gomes. É a prova de que a Direita em Portugal ainda tem muito espaço para crescer e no nosso distrito também”, disse.
Alexandre Leite, da Direcção da Organização Regional de Braga do PCP e mandatário Distrital da Candidatura de João Ferreira, confessa que “os resultados eleitorais não são tão elevados como contávamos que fossem, nomeadamente no distrito de Braga, e tendo em conta a forma como a candidatura se apresentou no país, com seriedade e procurando trazer a palco a discussão de assuntos importantes no sentido de explicar que as dificuldades do país se enfrentam cumprindo a Constituição e não fugindo à Constituição”.
O mandatário de João Ferreira em Braga assinalou “a qualidade” da candidatura e das intervenções do candidato, destacando inclusivamente a sua presença no distrito, onde esteve reunido em Famalicão, com os trabalhadores da ‘Mabor’, em Guimarães, onde reuniu com agentes da Cultura, e em Braga, onde esteve com trabalhadores.
Alexandre Leite diz que comparativamente à candidatura de Edgar Silva, há cinco anos, que obteve 7000 votos, o candidato João Ferreira superou esse número, contando 10 000 votos, ou seja, obteve mais 3000 votos nas urnas. “A qualidade da nossa candidatura é muito superior ao resultado obtido e por isso o resultado ficou aquém do que a candidatura merecia”.
Para José Maria Cardoso, coordenador da distrital do Bloco de Esquerda em Braga, os resultados obtidos pela candidatura de Marisa Matias “ficaram aquém das expectativas”, indicando, no entanto, que “a luta continua”, alertando todos os democratas para defender a democracia perante a ameaça da extrema direita, com a qual se prevê uma “reconfiguração política”.
Olhando para o desvio do eleitorado à Direita, consolidado com o candidato vencedor - Marcelo Rebelo de Sousa - que agregou várias sensibilidades - José Maria Cardoso diz que compete à Esquerda “manter a sua luta e os seus espaços e, ao BE, manter a sua identidade política e actuar perante esta situação de perigo iminente à própria democracia”.

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