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Braga, terça-feira

Preservar a memória intemporal do Liceu Sá de Miranda
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Preservar a memória intemporal do Liceu Sá de Miranda

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Braga

2018-11-17 às 06h00

Paula Maia

A festejar 182 anos, a Secundária Sá de Miranda, antigo Liceu de Braga, reuniu especialistas, antigos alunos, docentes, fun-cionários e actuais estudantes para falar da memória da escola traduzida na sua componente arquitectónica e descritiva.

A comemorar hoje o seu 182 aniversário, a Escola Secundária Sá de Miranda, a mais antiga da cidade e a terceira a nível nacional, é detentora de um património material e imaterial incalculável que lhe confere uma iden- tidade única. Celebrar e avivar esta identidade, traduzida nas memórias do vasto espólio que o estabelecimento procura preservar e nas memórias colectivas das várias gerações que por aqui passaram ao longo de quase dois séculos foi o objectivo do encontro que a direcção da escola, em parceria com o CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Educação e Memória da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, conduzida por Rodrigo Azevedo, docente da escola, está a promover naquele estabelecimento até ao final do dia de hoje. “O enfoque é colocado nesta escola mas, no fundo, o que se pretende é alertar para a necessidade de preservarmos a memória das escolas, quer através dos objectos - que é importante fazer ressurgir, vincando a importância que tiveram na sua época - quer através das memórias dos que por aí passaram”, refere a directora da Sá de Miranda. Margarida Antonieta Silva sustenta que a Sá de Miranda ainda guarda um “vasto e preservado” espólio do antigo Liceu de Braga. “Temos o arquivo de toda a região Norte do final do século XIX. Temos também muitos objectos”, avança a dirigente escolar.
As novas condições da escola, que sofreu uma profunda intervenção há alguns anos, permite agora, segundo a directora, expor objectos que até aí estava escondidos.
Rodrigo Azevedo, director do CITCEM e coordenador deste encontro, revela que este é um evento que pretende celebrar a memória da escola, “enquanto material e enquanto memória de cada um sobre o Liceu por onde passou”.
O presidente da câmara de Braga, que também se associou ao encontro, afirma que este é um momento para sublinhar o contributo que o antigo Liceu de Braga deu à cidade e à região, assim como o impacto que teve nos jovens que o frequentaram, dando-lhes a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento colectivo da comunidade.

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