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Prejuízos nos vinhos verdes podem chegar aos 76 ME
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Prejuízos nos vinhos verdes podem chegar aos 76 ME

Economia

2020-03-30 às 09h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Presidente da Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes aponta perdas significativas nas vendas de Vinho Verde. A próxima colheita vai depender da evolução da pandemia.

A pandemia da doença Covid-19 já provocou prejuízos imediatos no sector dos vinhos verdes entre os 45 e os 76 milhões de euros, estima a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV).
O presidente da instituição, Manuel Pinheiro, constata que “a paragem da economia” imposta pela pandemia do novo coronavírus “veio calhar no pior momento”, uma vez que “o vinho verde é mais consumido no Verão e as encomendas faziam- -se agora”, nomeadamente nas “principais feiras mundiais de vinho” que estavam programadas.
Em entrevista à Rádio Antena Minho, Manuel Pinheiro calcula “perdas muito significativas no comércio do vinho verde”, entre os 30 e os 50 %, mas tem esperança que o segundo semestre deste ano ainda dê para “recuperar alguma coisa”, já que “o primeiro ficou perdido na parte comercial”.
Os prejuízos no sector do vinho verde não são, para já, muito sentidos ao nível da produção. “A parte agrícola ainda funciona, as pessoas estão a ir para o campo, estão a fazer os tratamentos às vinhas”, constata o presidente da CVRVV. Como salientam os responsáveis da CVRVV na página Facebook da instituição, “indiferente à pandemia, a natureza segue o seu curso. Nas videiras nascem os primeiros rebentos. A sua chegada é há muito aguardada. É o abrolhamento da videira”.
O impacto da pandemia Covid--19 na produção e comercialização de vinho verde vem interromper um ciclo de acentuado crescimento do sector que conta com cerca de 15 mil produtores, sobretudo ao nível das exportações que estavam a crescer ano após ano. “Este ano vai ser um travão a esse crescimento”, lamenta Manuel Pinheiro.
As perdas registam-se também no mercado interno, particularmente ao nível da restauração, sector praticamente paralisado com o decreto do estado de emergência. “As marcas de vinho que dependem dos restaurantes vão ficar fortemente penalisadas”, alerta Manuel Pinheiro.
Melhor sorte têm as marcas com acesso aos hiper e supermercados que continuam a funcionar, embora com “vendas de vinho mais baixas”, não sendo este um bem de primeira compra na actual conjuntura.
“Ironicamente, acabámos de fazer o melhor seguro de colheitas de sempre”, revela-nos Manuel Pinheiro, alertando, desde já, que o acordo para a campanha de 2020 “não cobre esta desgraça que caiu sobre todos nós”.
Para desgraças de menor monta que o tempo metereológico venha a provocar, a CVRVV?conseguiu negociar um seguro de colheita “mais favorável” que cobre 35 cêntimos por quilo de uva perdida, um acréscimo significativo face aos 22 cêntimos de 2019. “Num ano tão difícil, vale a pena segurar e valorizar as suas uvas”, aconselha Manuel Pinheiro.
“Estamos a atravessar um momento de grande incerteza em que a agricultura assume um papel de particular importância na gestão futura da nossa economia. Garantir um apoio efectivo e eficaz aos agricultores e, em concreto, aos nossos viticultores é uma prioridade da CVRVV e um garante de maior estabilidade num sector que continua a produzir e que carece de mais incentivos”, assume o presidente

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