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As Nossas Escolas

2019-11-22 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

No Dia Mundial da Filosofia duas turmas da Escola Secundária de Maximinos aceitaram o desafio de debater os desafios tecnológicos na óptica da transhumanidade.

Foi a partir de um filme sobre a Grécia Antiga, que relata a história de Dédalo e do seu filho Ícaro, que o professor catedrático da Faculdade de Filosofia de Braga, da Universidade Católica Portuguesa, Artur Galvão, desafiou ontem os alunos do 10.º ano da Escola Secundária de Maximinos a debater a transhumanidade colocada pelos desafios tecnológicos.
“Os desafios da transhumanidade” foram o mote escolhido pelos alunos daquela escola para assinalar Dia Mundial da Filosofia, numa iniciativa organizada pelo Grupo de Filosofia coordenado por Adelaide Oliveira.
A efeméride pede uma pausa para reflectir sobre a importãncia do raciocínio crítico fundamentado e foi isso mesmo que fizeram as duas turmas do 10.º ano que participaram na sessão com Artur Galvão.

Antes, na abertura, o director do Agrupamento de Escolas de Maximinos, Joaquim Gomes, socorreu-se da vespa asiática para desafiar os alunos a estarem atentos à evolução do conhecimento e da democracia.
Tal como as vespas asiáticas, que foram aparecendo, mas cujo perigo só foi valorizado quando foi detectada a existência de um ninho, Joaquim Gomes referiu-se ao aparecimento de movimentos extremistas no velho continente que “estão a rodear-nos e não temos ligado, mas o perigo desse crescimento é real”, incentivando os alunos a aplicarem o conhecimento que vão adquirindo para estarem atentos e assumirem um pensamento crítico.
O professor catedrático de Filosofia também pegou num exemplo do quotidiano - o telemóvel - que já é assumido como uma extensão do próprio corpo humano.

“Hoje temos uma relação com a tecnologia algo parecida com a que Dédalo e Ícaro tiveram com as asas” afirmou Artur Galvão que reconhece que “a tecnologia potencia as relações humanas, o colectivo, mas a questão está na forma como interagimos com ela” alerta o docente aludindo à “ausência de pensamento crítico”.
“Existem autores transhumanistas que defendem que chegamos a um ponto em que podemos tomar as rédeas da evolução e que temos a tecnologia, os meios para determinar como vai ser a evolução da espécie humana sob o ponto de vista biológico e psicológico” alimentando o sonho da imortalidade, descreveu o catedrático de Filosofia.
O desafio “Quem quer ser ser humano” lançado por Artur Galvão é na lógica de pensar os prós e os contras das diferentes teorias, com a certeza de que “não há respostas finais, nem mesmo na filosofia” e de que “nada na vida é apenas bem ou apenas mau”.

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