Correio do Minho

Braga, sábado

- +
“É preciso aproximar artistas e instituições”
Braga tem 1383 casos activos de Covid-19

“É preciso aproximar artistas e instituições”

Protocolo da autarquia com farmácias garante vacinação a meio milhar de cerveirenses seniores

“É preciso aproximar artistas e instituições”

Cávado

2020-10-24 às 12h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

A fusão entre as Tecnologias de Informação e as Artes para a Inovação e Competitividade para as PME´s em debate.

“É preciso aprofundar as relações entre os criativos/artistas e as instituições, de modo a que possam deixar um legado para que não se esgotem num só exercício de integração dos artistas no domínio empresarial ou científico”, sublinhando que “uma das prioridades de Braga enquanto projecto cidade criativa é acautelar que esta aproximação dos criativos com o mundo empresarial seja feita de maneira que deixe algo consistente para todos”. O alerta deixado ontem por Joana Miranda, de Braga Media Arts, na conferência online sobre a fusão entre as Tecnologias de Informação e Comunicação e as Artes para a Inovação e Competitividade para as Pequenas e Médias Empresas (PME’s), a partir da Casa do Conhecimento de Vila Verde, num debate moderado por Júlio Magalhães, director do Porto Canal, no Porto Design Factory que contou com a participação de vários oradores.
Esta conferência integra a programação da Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde e insere-se no contexto do projecto da RegionArts, apoiado pelo programa Interreg.
Luís Fernandes, foi outro dos oradores convidados na qualidade de director artístico do GNRation/semibreve.”Esta relação entre a arte e o domínio científi-co/empresarial é algo difícil de en- contrar”, disse Luís Fernandes, fundamentando que a “arte e a lógica empresarial estão em lados opostos e aquilo que as une é o conceito de criatividade e nele podemos encontrar sinergias nesses dois domínios que nem sempre são fáceis de estabelecer”, apontando como exemplo o programa ‘Scale Travels’ que junta, desde 2015, arte e a nanotecnologia, através de residências artísticas no INL – Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologia. “Juntamos artistas e investigadores num período de criação conjunta, nos qual artistas e cientistas estão no mesmo laboratório. Trata-se de um esforço de aproximação, mas nem sempre é possível alimentar ambos os lados de forma satisfatória”.
Por seu turno, Luís Coquenão, pintor e director artístico da Bienal Internacional de Arte Jovem de Vila Verde, falou do papel do artista enquanto parte da organização do processo. “Todos temos uma perspectiva de organização e é preciso ver onde o artista se inclui em todo o processo”. Luís Coquenão referiu que nesta relação “o artista será um mais exemplo ou funcionará como mote, deixando o ónus ao receptor de ser o co-criador. E esse é o grande desafio do artista testar os limites do conhecimento na relação com o domínio empresarial ou científico”.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.

Bem-vindo ao Correio do Minho
Permita anúncios no nosso website

Parece que está a utilizar um bloqueador de anúncios.
Utilizamos a publicidade para ajudar a financiar o nosso website.

Permitir anúncios na Antena Minho