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Praias de Esposende a desaparecer

Cávado

2012-03-01 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

Está lançado o sinal vermelho. As praias de Esposende estão em risco de desaparecimento. Entre os casos mais graves estão as dunas e os areais - que diminuem de ano para ano - em Belinho, Antas, Rio de Moinhos, Ofir e São Bartolomeu de Mar. O fenómeno de erosão afecta, todavia, a totalidade do concelho, bem como do país.

O mar está a galgar, a toda a velocidade, os areais do concelho de Esposende. Há praias em risco total de desaparecimento e urge uma política de preservação que proteja e combata este fenónemo. O problema afecta a costa portuguesa e no concelho de Esposende acaba de soar mais um alerta para evacuar populações e construções.
Estas foram as principais preocupações, referidas por especialistas, que falaram ontem na palestra sobre a ‘Defesa da Orla Costeira’, que decorreu no Centro de Educação Ambiental.
Há casos de enorme gravidade, como são as dunas de Belinho, que já chegaram a ter 20 metros de altura, mas que nos últimos anos foram reduzidas praticamente na sua totalidade. Perante este cenário, as populações encontram-se em sobressalto e esperam por medidas imediatas.
Artur Viana, do Parque Litoral Norte, assinalou que “não é fácil arranjar soluções para combater este fenómeno erosivo”, todavia advertiu para a “necessidade de uma política de protecção destas zonas a longo prazo, incluindo-as nas Cartas de Risco do Litoral, Planos de Ordenamento da Orla Costeira e Educação Ambiental”. Além disso, considerou imperativa a “proibição da construção em zonas de risco”.
Por seu turno, Alexandra Roeger, presidente do conselho de administração da Esposende Ambiente, salientou que “é necessária uma revisão dos planos de gestão da região hidrográfica”, já que “passados 12 anos, depois de implementada a Directiva Quadro da Água na União Europeia, continuam a assinalar-se muitos dos mesmos problemas” e “muitas das medidas não têm em linha de conta o estado ecológico efectivo das regiões”.

Intervenções não são solução

Apesar das intervenções possíveis para diminuir o impacto do avanço do mar nas zonas costeiras, com obras de engenharia ‘pesada’ como a construção de esporões, paredões e zonas de quebra-mar, o certo é que muitas destas ‘soluções’ acabam por não resolver verdadeiramente os problemas.
As consequências do fenómeno erosivo são bem visíveis um pouco por todo o concelho de Esposende: muitas das praias de areais foram substituídas por praias de seixos e as que ainda são praias balneares estão a ficar, cada vez, mais estreitas.

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