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Portugal/25 Anos na Europa: Edifício da alfândega de Vilar Formoso recuperado para sede de Agrupamento Europeu
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Portugal/25 Anos na Europa: Edifício da alfândega de Vilar Formoso recuperado para sede de Agrupamento Europeu

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Nacional

2010-06-12 às 10h44

Lusa

O atual edifício da alfândega de Vilar Formoso, parcialmente devoluto e a precisar de obras urgentes, vai ser recuperado para acolher a sede do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT), disse hoje à Lusa o autarca de Almeida.

O atual edifício da alfândega de Vilar Formoso, parcialmente devoluto e a precisar de obras urgentes, vai ser recuperado para acolher a sede do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT), disse hoje à Lusa o autarca de Almeida.

Segundo António Batista Ribeiro, no imóvel com mais de 1 000 metros quadrados, apenas funciona a alfândega, com cerca de uma dúzia de funcionários, que ocupa uma parte da estrutura que “está em ruína progressiva”.

“Tem várias infiltrações ao nível da pala e, o próprio edifício, necessita de obras de conservação”, disse, apontando que em breve a Câmara irá celebrar, com a Direção Geral do Tesouro, um protocolo de cedência do imóvel, por um período de 30 anos.

Contou que logo após a assinatura do protocolo, que ainda não tem data marcada, serão iniciadas as obras de recuperação, para que a estrutura possa acolher a futura sede do AECT que envolve vários Municípios da Beira Interior Norte de Portugal e a Diputación de Salamanca (Espanha).

No âmbito do projeto será também instalado um posto de turismo para “divulgação do território BIN-SAL (Beira Interior Norte e Salamanca)” e “uma grande zona de espaços de exposição dos produtos endógenos” do território abrangido, referiu.

Adiantou que a Câmara Municipal de Almeida já tem “uma candidatura aprovada” para poder recuperar o edifico na totalidade, onde continuará a funcionar a alfândega.

António Batista Ribeiro mostrou-se também preocupado com outros edifícios existentes em Vilar Formoso, que outrora receberam serviços relacionados com a fronteira, como a antiga alfândega e a extinta Guarda Fiscal, que desapareceram com a abolição das fronteiras, após a adesão de Portugal, há 25 anos, à então CEE (Comunidade Económica Europeia).

Os imóveis localizam-se junto da estação dos caminhos-de-ferro e estão em fase de degradação, apresentando-se, o da alfândega, com parte do teto caído, denunciou.

Neste local, o autarca gostava de aquartelar o Destacamento Territorial da GNR de Vilar Formoso por considerar que esta força de segurança “está muito mal instalada”.

Assume que são edifícios “do Estado Novo, com alguma qualidade arquitetónica” e que caso a sua recuperação fosse efetuada, seria recuperado património e seriam instaladas “condignamente” algumas instituições do concelho.

Anunciou que a Câmara de Almeida vai continuar em negociações com a Direção Geral do Tesouro, esperando que “o que aconteceu com o edifício da alfândega, aconteça com outros edifícios” devolutos da fronteira de Vilar Formoso.

O Ministério da Administração Interna também já deu o exemplo na recuperação do património edificado da principal fronteira terrestre do país, ao adaptar o antigo edifício da Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE) a Centro de Cooperação Policial e Aduaneira.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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