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Ponte de Lima: Há cada vez mais procura de formação na área agrícola
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Ensino

2013-10-22 às 10h09

Marta Amaral Caldeira

Muitos portugueses, sobretudo jovens, estão cada vez mais à procura de formações na área de agronomia, com vista a aproveitar fundos do Proder e investir no seu negócio. A ESA dá essa formação.

Há cada vez mais jovens interessados no regresso à agricultura. Muitos deles vêm de outras áreas de formação e procuram uma especialização na agricultura. É isso mesmo que tem acontecido na Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, sedeada em Ponte de Lima, que nos últimos três anos desenvolveu oferta formativa capaz de responder às solicitações dos alunos que queriam aprender um pouco mais sobre agronomia e sobre como gerir o negócio e de onde já saíram empresários de sucesso no país e no estrangeiro.
José Carlos Santos, subdirector da ESA, garante que estas são boas notícias que podem mudar o estado da agricultura do país - que no seu entender - “caminhou para uma situação de abandono nas últimas décadas”.

O certo é que o Proder - Programa de Desenvolvimento Regional - tem atraído muitos jovens para a agricultura, apoian- do os seus projectos de investimento na área, mas com a condição de terem formação na área agrícola. “Como se tornou uma necessidade a nível formativo, a ESA procurou responder com ofertas a esse nível e decidiu apresentar uma candidatura também ao Proder para apoiar essa formação”.

A candidatura foi aprovada e em 2011 a escola começava a ministrar cursos de formação profissional em agricultura (48 horas), de gestão de empresas agrícolas (45 horas) e de orientação específica para a instalação de uma unidade de produção (60 horas). No total foram 15 cursos ministrados faseadamente, sendo finalizados no início de 2013.

Mais de 70 por cento dos 243 formandos que já frequentaram as formações na área têm formação superior, muitos deles em áreas muito diferentes das que estão associadas ao mundo agrícola.
José Carlos Santos explica que estes cursos formativos foram dados em diversos locais do país para além da ESA, a partir do contacto e da parceria com associações do sector, desde Barcelos, a Cabeceiras de Basto, Vila Real, Vila Verde, Viseu, Valença, etc.

Muitas destas pessoas procuraram obter esta formação com vista a investir na criação do seu próprio negócio em áreas como a fruticultura, viticultura, floricultura, nos pequenos frutos, explorações de pequenos e grandes ruminantes, apicultura, entre outros - projectos que poderão ser igualmente apoiados pelo Proder.

“Não correspondendo este tipo de formação à nossa vocação primeira - que é o ensino superior conferente de grau através de licenciaturas e mestrados -, o certo é que identificámos a necessidade de mercado na formação profissional para jovens agricultutores, à qual tentamos responder com estes cursos”, sublinhou o subdirector da Escola Agrágria de Ponte de Lima.

“Com esta formação pretendemos contribuir para o desenvolvimento de uma nova geração de empresários agrícolas, mais jovens e melhor formados, de que a região e o país tanto precisam. Com ela visamos contribuir também para o aparecimento de empresas agropecuárias ou outras empresas de base rural, que sejam mais sólidas e sustentáveis, e sobretudo que sejam capazes, no curto, médio e longo prazo, de assimilar os técnicos superiores formados através dos nossos cursos de licenciatura e de mestrado”.

Entretanto subiu o número de interessados nestes cursos e a ESA voltou a concorrer aos apoios do Proder para ministrar formação na área a mais outros 500 jovens, que aguardam ansiosamente poder frequentá-la o quanto antes, mas que estão impossibilitados até agora porque o financiamento ainda não chegou. “Estamos desde Março à espera de uma resposta”, disse José Carlos Santos, afirmando que “a agricultura pode e deve, de facto, ser um factor de atractividade alternativo”, disse.

“Consideramo-nos agentes fundamentais no desenvolvimento das regiões onde nos inserimos, por sermos instituições indispensáveis à necessária formação avançada dos seus recursos humanos, formação essa de que o país tanto carece, e cujos níveis são bem inferiores aos dos demais países europeus nossos parceiros. Privilegiamos uma ligação estreita com o tecido empresarial local e regional, que se consubstancia através de inúmeras parcerias, protocolos e trocas de conhecimentos”.

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