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Poluição do rio Vizela pode motivar Providência Cautelar

Vale do Ave

2019-10-09 às 06h00

Miguel Viana Miguel Viana

Câmara Municipal de Vizela pode recorrer aos Tribunais para encerrar a Estação de Tratamento de Águas Residuais de Serzedo se Ministério do Ambiente não resolver a poluição do rio Vizela.

A Câmara Municipal de Vizela admitiu ontem recorrer aos tribunais se o Ministério do Ambiente não resolver o problema de poluição do rio Vizela, causado pela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Serzedo.
Falando durante a apresentação dos resultados das inspecções feitas aos recursos hídricos do concelho, com especial incidência no rio Vizela, a autarquia concluiu que o principal foco poluidor daquele curso de água é uma conduta “escondida” daquela ETAR. “A ETAR de Serzedo continua a ser o principal foco poluidor. Uma das primeiras coisas que fizemos foi ir à ETAR e verificamos que sempre que passávamos na ETAR víamos a conduta oficial. Contudo, numa pequena viagem nas embarcações conseguimos verificar que existia uma outra conduta de descarga, que estava escondida. Foi feito o levantamento de águas e a verdade é que prova-se que o tratamento feito não deve ser grande coisa”, denunciou Vítor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela.

O autarca acrescentou que foram feitos ensaios microbiológicos e físico-químicos que provam que “os tratamentos que as Águas do Norte apresentam como oficiais, com cumpridores da legislação, são falsos”.
O caso vai ser alvo de pedidos de reuniões com os grupos parlamentares da Assembleia da República e com o Ministério do Ambiente. Caso não haja desenvolvimentos, a autarquia pondera recorrer aos tribunais. “Vamos ouvir todos os partidos. Depois iremos ponderar a apresentação de uma providência cautelar para o encerramento da estação”, revelou Vítor Hugo Salgado. Contudo, o autarca revelou que o actual ministro do Ambiente se mantiver no cargo, “não vale a pena reunir”.

Entretanto vai ser solicitada a intervenção do Instituto Nacional Ricardo Jorge, para que sejam feitas análises regulares à qualidade da água do rio Vizela. “Iremos avançar com um pedido de análises oficial ao Instituto Ricardo Jorge para que as análises que sejam feitas não sejam questionadas. Vamos buscar uma entidade acreditada”, apontou Vítor Hugo Salgado.
O autarca vizelense lembrou que os particulares e as empresas que poluírem o rio podem ser alvo de pesadas coimas: 10 mil euros para particulares e 24 mil euros para empresas.

Em Agosto, a Agência Portuguesa de Ambiente sustentava que a ETAR, apontada pela Câmara de Vizela como foco poluidor do rio que dá o nome à cidade, tem respeitado o Valor Limite de Emissão.
Manuela Costa, da ‘Vimágua’ explicou que as inspecções aos recursos hídricos de Vizela decorreram durante os meses de Agosto e Setembro e incidiram nas zonas da Praça da Repúbli-ca /Jardim Manuel Faria e no Lugar do Poço Quente.
O ‘Correio do Minho’ tentou contactar ontem, via telefone, a empresa Águas do Norte, mas não obteve qualquer resposta.

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