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Pirotecnia: Industriais da área consideram 'um duro golpe' o aumento de taxas de lançamento de fogo
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Pirotecnia: Industriais da área consideram 'um duro golpe' o aumento de taxas de lançamento de fogo

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Alto Minho

2010-12-29 às 23h55

Lusa Lusa

Os industriais de pirotecnia classificaram hoje de “duro golpe” o aumento de cinco para 100 euros das taxas de lançamento de fogo de artifício, considerando que em causa poderá ficar a sobrevivência de muitas empresas do setor.

“Cerca de 40 por cento do negócio da minha empresa diz respeito a pequenas festas e eventos, em que se lança meia dúzia de foguetes, que muitas vezes não chegam a 100 euros. Se a taxa vai ficar mais cara do que o fogo, as pessoas desistem e nós ficamos de mãos a abanar”, criticou Carlos Viana, gerente da pirotecnia Viana & Filhos, em Antas, Esposende.

Carlos Viana disse que até concorda que as taxas precisavam de ser atualizadas, mas defendeu que o valor deveria ser diretamente proporcional à quantidade de fogo lançado em cada evento.

“Medir tudo pela mesma régua é que não”, afirmou.

Para Carlos Ribeiro, dono de uma pirotecnia em Barroselas, Viana do Castelo, esta subida “astronómica” das taxas “é para acabar com tudo o que seja negócio pequeno”.

“Nas grandes festas e nos grandes eventos, mais 100 ou menos 100 euros tanto faz, mas nas coisas pequenas faz uma enorme diferença”, referiu.

Exemplificou com o caso de um espaço de arraiais minhotos em Esposende, que todas as semanas tira uma licença para o lançamento de fogo de artifício.

“Uma coisa é gastar 20 euros por mês, outra coisa bem diferente é gastar 400. Muita gente vai desistir de lançar fogo e o negócio vai bater no fundo”, acrescentou.

Ivo Fernandes, radicado em Caminha, não produz fogo de artifício mas tem uma empresa de espetáculos pirotécnicos, e manifesta-se igualmente “apreensivo” quanto ao futuro.

“Isto é um atentado à profissão, à arte pirotécnica e à nossa cultura. É para acabar com tudo”, insurgiu-se.

Contactado pela Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Pirotecnia afirmou ter “ouvido falar” do aumento das taxas numa reunião do associado mas “nada em concreto”.

Admite porém que a medida “não é do agrado” daqueles profissionais, que verão “piorar” o seu tipo de trabalho.

“Estamos à espera que a entidade responsável nos diga alguma coisa”, referiu.


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico ***

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