Correio do Minho

Braga, quarta-feira

Picoto é palco da primeira plantação do projecto nacional Semente Sorridente
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Picoto é palco da primeira plantação do projecto nacional Semente Sorridente

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Braga

2018-02-18 às 10h00

Paula Maia

Uma centena de espécies autóctones foram plantadas, ontem, no Picoto naquela que foi a primeira acção do projecto que vai estender-se a todo o país. Não precisa sair do sofá para participar, basta comprar online uma árvore. Alguém vai plantá-la por si.

Cobrir Portugal de verde. Foi com este propósito que dois jovens portuenses, ela arquitecta e ele engenheiro industrial, criaram o Semente Sorridente, um projecto pioneiro, de âmbito nacional, que teve a sua primeira acção ontem, no Picoto, através da plantação de uma centena de árvores autóctones.

Este é um projecto que nasceu das cinzas, já que surgiu depois da catástrofe dos incêndios que atingiu o país no?Verão passado, e que promete agora ganhar adeptos pelo carácter inovador com que se apresenta.
Planta uma árvore plantado no sofá é o mote da ideia e que diz bem do seu modus operandi. Através de uma plataforma digital (sementesorridenre.org) criada para o efeito, cada cidadão poderá comprar uma árvore autóctone (Carvalho Alvarinho, Sobreiro ou Castanheiro) por 4,99 euros, que será posteriormente plantada e cuidada pelos promotores do projecto que se encarregam da preparação do terreno, autorizações e material necessário. Quem pretender também pode juntar-se á equipa no dia da plantação.

No momento em que árvore é plantada adquire uma morada que é registada, ficando a equipa encarregue de enviar a quem a comprou não só as coordenadas de GPS para que a possa visitar, como também fotografias que podem ser partilhadas com os amigos.

O projecto surgiu em Novembro em resultado da frustração de ver tantos incêndios e não termos formas de actuar que fossem relativamente imediatas, diz Ana Pinheiro, a arquitecta mentora do projecto. Para nós foi complicado detectar que terrenos plantar, adianta a responsável, realçando o papel que as autarquias assumem neste âmbito. E foi em Braga que encontraram terreno fértil para avançar com a acção. Disseram-nos automaticamente que já tinham terrenos que estavam preparados para este tipo de eventos, continua Ana Pinheiro.

Este é o ponto de partida para outras acções que querem alargar a outras zonas do território nacional. Como a época recomendável para a plantação destas espécies termina em Março, vamos apostar na comunicação no sentido de fazer chegar o nosso projecto mais longe para, em Novembro, planearmos mais plantações, diz ainda.

O vereador do Ambiente da câmara de Braga, Altino? Bessa, diz que este é uma forma prática e acessível das pessoas contribuírem para replantar as zonas ardidas, já que não precisam de sair do sofá. E justifica o facto de ter escolhido o Picoto para o arranque do projecto, em detrimento de outras zonas do concelho afectadas pelos incêndios: grande parte das áreas ardidas pertencem a privados e o tipo de intervenções que aí é necessário fazer não são compatíveis com o tipo de iniciativas como esta, diz o autarca, acrescentando que os terrenos ardidos precisam de uma preparação para poderem receber novas plantas

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