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Pedro Morgado vence maior prémio para investigação em Saúde Mental
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Pedro Morgado vence maior prémio para investigação em Saúde Mental

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Pedro Morgado vence maior prémio para investigação em Saúde Mental

Braga

2021-04-27 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Maior Prémio em Portugal para investigação clínica em Saúde Mental foi atribuído ao psiquiatra e investigador Pedro Morgado, da UMinho, por um projecto na área da doença obsessivo-compulsiva.

Pedro Morgado, investigador do ICVS da Escola de Medicina da Universidade do Minho, é o primeiro galardoado com o FLAD Science Award Mental Health, que dedica 300 mil euros para investigação clínica em saúde mental. É o maior prémio do país na área da Saúde Mental.
O projecto desenvolvido pelo também psiquiatra no Hospital de Braga foca-se “na caracterização da estrutura e função cerebrais do cérebro na doença obsessivo-compulsiva, pretendendo ainda encontrar possíveis preditores para os resultados de um dado tratamento”, explica a UMinho em comunicado.
O FLAD Science Award Mental Health é um apoio inédito a jovens investigadores em Portugal para desenvolverem novas linhas de investigação clínica em Saúde Mental, desde a prevenção até ao tratamento e à reabilitação.
O objectivo da FLAD é contribuir para a qualidade de vida dos pacientes que sofrem de perturbações mentais, numa época em que as necessidades em torno da Saúde Mental são ainda mais evidentes.
Esta iniciativa, que será renovada todos anos, tem o reconhecimento da ministra da Saúde, da Organização Mundial de Saúde e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Relativamente ao projecto desenvolvido por Pedro Morgado, tem por objectivo “melhorar o diagnóstico, a predição no tratamento e encontrar novas soluções para a doença obsessivo-compulsiva”.
“Dado que aproximadamente 50% dos pacientes com doença obsessiva-compulsiva têm resistência aos tratamentos de primeira linha (antidepressivos serotoninérgicos e psicoterapia), “esta identificação é essencial para seleccionar de forma mais eficaz uma intervenção mais personalizada para um determinado paciente, o que permitirá ganhar tempo no tratamento”, garante Pedro Morgado, citado no comunicado.
Numa segunda fase, o projecto “procura explorar os benefícios da utilização de um fármaco dopaminérgico (pramipexole) no tratamento das pessoas com doença obsessivo-compulsiva que não respondem aos tratamentos convencionais”. A utilização deste medicamento é suportada por estudos pré-clínicos realizados em modelos animais no ICVS, instituto de investigação da Escola de Medicina da Universidade do Minho, e também em ensaios clínicos breves realizados internacionalmente.
O ensaio clínico que será realizado no Centro Clínico Académico de Braga, sediado no Hospital de Braga, permitirá perceber a utilidade e segurança deste novo medicamento que poderá trazer uma nova esperança ao tratamento da doença obsessivo-compulsiva.
A doença afecta 1 a 4% da população.

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