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Paulo Jorge: “Pelo que tem feito, o SC Braga tem tudo para disputar a eliminatória”
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Paulo Jorge: “Pelo que tem feito, o SC Braga tem tudo para disputar a eliminatória”

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Paulo Jorge: “Pelo que tem feito, o SC Braga tem tudo para disputar  a eliminatória”

Desporto

2021-02-24 às 06h00

Joana Russo Belo Joana Russo Belo

Em vésperas da segunda mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, o Correio do Minho esteve à conversa com Paulo Jorge, antigo capitão arsenalista. Marcou um golo na memorável eliminatória diante do Chievo, em 2006/07, e acredita que o SC Braga pode ir a Roma lutar pelo apuramento.

Bracarense de alma e coração, Paulo Jorge é um dos nomes incontornáveis da história dos guerreiros. O antigo capitão formado no clube - que vestiu a camisola do SC Braga durante 14 épocas e se mantém ligado à estrutura arsenalista agora na formação - somou 168 jogos e 12 golos, um deles festejado na memorável eliminatória europeia, em 2006/07, diante dos italianos do Chievo Verona. Na primeira mão da primeira ronda da então Taça UEFA, o SC Braga venceu, por 2-0, com golos de Paulo Jorge e Wender, resultado que permitiu uma viagem a Itália com maior conforto na bagagem.

“Jogar com as equipas italianas são sempre jogos difíceis. São equipas tacticamente muito cumpridoras. Esse jogo com o Chievo tornou-se mais difícil, tínhamos ganho 2-0, em casa, e achávamos que a eliminatória estava quase garantida. Ficámos a perder por 2-0 e depois no prolongamento um golo do Wender decidiu o jogo. Nesse ano, jogámos depois com o Parma e fizemos um grande jogo lá, com algumas dificuldades, mas tínha- mos uma equipa muito boa e a nossa estratégia foi muito bem executada. Mas as equipas italianas são sempre muito difíceis, são rápidas, às vezes pragmáticas e tacticamente evoluídas”, recordou o antigo defesa, considerando ter sido um “marco na história do clube”.

“Foi um momento marcante na história do SC Braga essa eliminatória com o Chievo, estávamos há três anos a tentar e perdíamos sempre no play-off. Nessa época, passámos e o SC Braga passou a estar sempre na Liga Europa e até na Champions. Foi um marco a abrir caminho na Europa”, destacou.
Depois da passagem à fase de grupos, o SC Braga eliminou o Parma, nos 16 avos-de-final, numa noite “memorável”: “com o Parma, o presidente dobrou o prémio de jogo, porque passámos a eliminatória. No final, ele foi ao balneário e estava entusiasmado e eufórico. E nós todos a gritar: “dobra, dobra, dobra...”. E ele dobrou! Pegámos nele ao colo e tudo, foi um momento muito feliz”.

Dessa temporada histórica - em que o SC Braga caiu apenas nos oitavos-de-final aos pés do Tottenham - Paulo Jorge encontra paralelo com o momento actual dos guerreiros: pela entrega, qualidade dos jogadores e atitude em campo. Por isso, é claro quando questionado sobre o jogo de amanhã, em Roma, para a segunda mão dos 16 avos-de-final.
“É certo que a eliminatória está do lado da Roma, porque venceu por 2-0 cá, mas, pelo que vi do jogo, o SC Braga tem de pensar que tem possibilidade de passar a eliminatória. Porque não é inferior em nada à Roma. Pelo que se tem visto em campo nos últimos jogos, o SC Braga tem tudo para disputar a eliminatória, é difícil, é certo, porque tem dois golos de desvantagem, mas tem possibilidade de dar a volta. Pelo que tem feito, ainda tem uma palavra a dizer. É a Roma, mas no futebol tudo é possível”, sublinhou Paulo Jorge.

“Colectivo forte” é arma dos guerreiros contra o cinismo da equipa giallarossa

Depois do jogo da primeira mão, dos 16 avos-de-final da Liga Europa, na passada quinta-feira, Paulo Jorge não tem dúvidas: o SC Braga parte em desvantagem para o duelo decisivo, em Roma, mas tem tudo para discutir a eliminatória. O antigo capitão apela à concentração máxima dos guerreiros. “O SC Braga tem um colectivo muito forte, tem estado muito bem nos últimos jogos, é uma equipa que está confiante, por isso, tem de manter esta união e postura em campo. Jogar como equipa é o mais importante e concretizar as oportunidades que surgirem, não desperdiçar lances de finalização e finalizar. A Roma é uma equipa que gosta de jogar, tem avançados com muita qualidade, como o Djeko e o Pedro, portanto, o SC Braga não pode dar milímetros a estes jogadores, não se pode dar qualquer tipo de espaço a jogadores como eles. Tem de ser uma equipa com os níveis de concentração no máximo”, referiu o antigo central, elogiando os pontos fortes dos bracarenses.

“É uma equipa que joga bem, gosta de criar espaços, joga por fora, por dentro, tem linhas de passe, à largura, tem jogo interior, na finalização aparece muito bem e tem jogadores que desequilibram, como o Ricardo Horta, que tem estado muito bem, o Al Musrati, o Fransérgio e o Galeno, por exemplo, e é uma equipa que também tem estado muito coesa em termos defensivos. No global, o SC Braga tem estado muito bem e, se estiverem focados e concentrados, têm ainda uma palavra a dizer nesta eliminatória”, analisou Paulo Jorge, apelando a que os guerreiros “façam o que têm feito no campeonato, com máxima concentração para errar o menos possível”.
Pela experiência como jogador, Paulo Jorge considera que motivação não deve faltar aos arsenalistas num jogo europeu deste nível: “jogar em Itália é sempre motivador, apesar de não haver público nas bancadas, são sempre jogos motivadores. É uma grande equipa e os jogadores estão motivados por natureza. Mas as equipas italianas são sempre difíceis, são equipas tacticamente muito cumpridoras, apesar de o actual contexto ser completamente diferente de quando eu era jogador, são épocas diferentes, histórias diferentes e o SC Braga está muito mais evoluído”. Olhando a este SC Braga 2021, Paulo Jorge não tem dúvidas. “O SC Braga cresceu a olhos vistos. O presidente António Salvador sempre quis colocar o clube num patamar elevado, e conseguiu”.

Golo na inauguração do estádio foi o mais especial de todos

Formado no SC Braga, Paulo Jorge vestiu a camisola dos arsenalistas durante 14 épocas, desde os escalões mais jovens, equipa B até à formação principal, que representou durante sete temporadas, de 2002 a 2009, ano em que saiu para o APOEL. Foi no Chipre que terminou a carreira, no Doxa, em 2015/16, depois de ter passado ainda pelo Anorthosis. Foram 168 jogos disputados pelo SC Braga e 12 golos, dois deles na Liga Europa, na histórica época de 2006/07, com Carlos Carvalhal no comando: frente ao Chievo Verona, na primeira mão da primeira ronda da extinta Taça UEFA, Paulo Jorge abriu o activo, aos cinco minutos, após assistência de Wender, e, nos oitavos-de-final, diante do Tottenham, na primeira mão, em casa. Mas o golo mais especial de todos foi em Dezembro de 2003: um golpe de cabeça, após pontapé de canto, aos 15 minutos, no particular com o Celta de Vigo, que marcou a inauguração do Estádio Municipal de Braga. “Foi o momento mais marcante, por ser um miúdo de Braga. Marcar na inauguração perante 30 mil adeptos foi inesquecível”, recordou.

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