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Património da Humanidade liga história, cultura e pessoas

Vale do Ave

2019-12-15 às 18h28

Redacção Redacção

Município de Guimarães assinalou o 18.º aniversário da inscrição do Centro Histórico na lista do Património Cultural da UNESCO.

O Centro Histórico de Guimarães atingiu a maioridade como Património Cultural da Humanidade, ao celebrar o 18.º aniversário da distinção atribuída pela UNESCO. “Guimarães não se limitou a entrar na lista do Património Cultural da UNESCO, está muito trabalho feito e reconhecido. Mas, também, há muito trabalho a fazer e é nesse sentido que continuamos a construir o futuro, assente na responsabilidade e na história”, sublinhou a vice-presidente da Câmara Municipal, Adelina Pinto, na sessão que, na passada sexta-feira, assinalou a efeméride

 O “uso” do património assente nas “pessoas” através da “história” e voltado para a “cultura” foi a ideia-chave que sobressaiu na cerimónia. “Queremos que esta história continue a ser matriz em Guimarães. A data de 13 de Dezembro de 2001 foi um ponto de reconhecimento e esta é uma história de continuidade”, salientou Adelina Pinto.
“Este Património está associado à cultura nas suas múltiplas dimensões, ao nível imaterial onde se desenvolvem actividades nos espaços e encontrar outras formas de ser e estar que acrescentam ao património material.
Tentamos fazer, na utilização do espaço público, momentos culturais que surpreendem as pessoas e fazem com que sejamos diferentes e construir uma história diferente”, salientou também a vice-presidente da Câmara Municipal, responsável pelo pelouro da Cultura.

O vereador Fernando Sá, por sua vez, deu conta do “reconhecimento que sempre foi perseguido e passava por manter a cidade em uso, valorizando o seu património e mantendo as pessoas”.
O autarca responsável pelo pelouro do Urbanismo evidenciou o “trabalho realizado para que o uso deste património faça sentido para o centro da actividade e que são as pessoas”.
O programa das comemorações do 18.º aniversário da inscrição do Centro Histórico de Guimarães na Lista do Património Cultural da UNESCO contou ainda com uma sessão sobre o artesanato enquanto património imaterial, a apresentação do 13.º volume da revista de estudos em património cultural – Veduta, um concerto de António Victorino d’Almeida (piano) e Ana Maria Pinto (soprano) e a ‘Corrida pelo Património’.
Ontem foi inaugurada a intervenção urbana ‘As paragens onde o tempo habita’, no âmbito da Bienal de Ilustração de Guimarães.

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