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Património Mundial convida a fazer visitas guiadas e a tocar o sino
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Património Mundial convida a fazer visitas guiadas e a tocar o sino

Braga

2020-07-08 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

Primeiro aniversário do Bom Jesus do Monte como Património Mundial da UNESCO ficou marcado, ontem, pela inauguração do espaço museológico do Coro Alto e Torre Sineira. Também já é possível fazer visitas guiadas com três percursos à escolha.

Depois de um investimento superior a 30 mil euros, já é possível visitar a Torre Sineira e o Coro Alto da basílica do Bom Jesus do Monte. A inauguração deste novo espaço museológico marcou, ontem, o primeiro aniversário da inscrição do Bom Jesus do Monte na Lista do Património Mundial da UNESCO. “Quisemos disponibilizar ao público este património, proporcionando mais experiências e qualificando a visita”, justificou o secretário da Confraria do Bom Jesus, Varico Pereira, defendendo que o Bom Jesus “é um santuário do mundo, aberto a todos”.

Para além da experiência de subir à Torre Sineira, tocar o sino e apreciar os tesouros no Coro Alto, os interessados podem ainda fazer visitas guiadas com três percursos disponíveis. “Temos um visita à torre sineira, basílica e centro de memória, outra ao escadório, basílica e torre e uma terceira à torre, basílica e passeio de elevador. Estes são apenas os três primeiros de muitos percursos culturais e turísticos que podemos fazer”, assegurou Varico Pereira, informando que todas as visitas devem ser marcadas com antecedência, devido à pandemia. Já a visita à Torre Sineira não necessita de marcação e custa 1 euro.

Varico Pereira deu conta ainda que até Janeiro do próximo ano, a Confraria do Bom Jesus tem de enviar o relatório de avaliação à UNESCO, bem como o estudo da paisagem da mata. Em cima da mesa estão ainda outros projectos. “Queremos requalificar a antiga Casa dos Correios e a zona do Pórtico, elevador e apeadeiro com o objectivo de reorganizar o fluxo de gente”, contou o secretário, lembrando que um dos pedidos feitos pela UNESCO foi precisamente o da sustentabilidade e governança. “O projecto está pensado para dar a conhecer outros espaços com a criação de percursos pedestres que vão percorrer todo o santuário”, adiantou Varico Pereira, admitindo que a “prioridade” é também “retirar os carros, levando as pessoas a estacionarem lá em baixo e subirem pelo elevador, escadórios ou percursos pedestres”.

Mas com a pandemia surgem dois novos desafios: “pensar novamente em atrair visitantes e a sustentabilidade financeira, porque houve uma quebra de receitas”.
Já o arcebispo primaz, D. Jorge Ortiga, confidenciou que o título de Património Mundial “mais do que uma honra é uma responsabilidade”. O desafio que se segue é a “exigência de uma variedade cultural”. D. Jorge Ortiga deixou mesmo um desafio em tornar o Bom Jesus numa “instância do pensamento”, que ‘chamasse’ pessoas de diversas áreas a reflectir para “tornar a sociedade mais humana e provocadora de progresso”.

Alguns tesouros já podem ser visitados no Coro Alto da basílica

O Coro Alto tem um novo espaço de visitação com alguns tesouros ‘escondidos’ do Bom Jesus.
Depois da devida intervenção, inventário e limpeza são várias as peças que estão musealizadas.
“O mais valioso do ponto de vista patrimonial é um pedaço da Cruz de Cristo, um pixel e uma custódia”, revelou o secretário da Confraria do Bom Jesus, Varico Pereira.
As peças estavam fechadas “a três chaves” no cofre da confraria. “Cada uma das chaves está na posse do reitor do santuário, do presidente e do secretário da Confraria”, revelou.

Ricardo Rio apela à Infraestruturas de Portugal para valorizar o acesso ao Bom Jesus

As más condições, a degradação e a falta de limpeza da porta de entrada do Bom Jesus deixa os bracarenses “um pouco desgostosos”, por isso, o presidente da Câmara Municipal de Braga reiterou, ontem, o apelo à Infraestruturas de Portugal para “assumir a responsabilidade e contribuir para a contínua valorização deste espaço”. Em “última circunstância”, Ricardo Rio admitiu a possibilidade do município assumir a responsabilidade pela via.
O autarca, que participava na inauguração do Espaço Museológico do Coro Alto e Torre Sineira do Bom Jesus, confessou que neste momento o “grande benefício” que podia ser realizado no Bom Jesus não compete ao município, à Arquidiocese de Braga nem à Confraria do Bom Jesus. “A Infraestruturas de Portugal identifica a intervenção deste acesso como uma necessidade, mas depois entra na linha de prioridades e de intervenções a nível nacional e acaba por não ser priorizada com a relevância que julgo que merecia”, lamentou Ricardo Rio.

Esperando que este processo não tenha o desenlace que outros tiveram, o presidente deixou a garantia: “em última circunstância cá estaremos, mas esperemos que não tenha que ser a câmara municipal a assumir a responsabilidade pela via para que de uma vez por todos possamos ter regularmente o acesso em boas condições”.

Neste momento, o Município de Braga está em diálogo com o Governo já que “há intenção de transferir para a responsabilidade municipal algumas vias que estão sob alçada da Infraestruturas de Portugal e o acesso ao Bom Jesus poderá cair seguramente nesse enlace, já que se trata de uma via predominantemente de serviço interno ao município”, informou Ricardo Rio, esperando que “enquanto isso não acontecer a empresa possa ter outro carinho com este acesso”. A via, para além da limpeza da vegetação e das margens envolventes necessita de intervenções pontuais, sobretudo “junto à base do elevador, já que os autocarros têm muita dificuldade de atravessamento”.
Entretanto, o Município de Braga “vai dando contributo” em melhoramentos que têm sido realizados no Bom Jesus.

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