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Passado é alicerce para visão futura do edifício
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Passado é alicerce para visão futura do edifício

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Ensino

2019-04-18 às 12h00

Patrícia Sousa

‘Abrir o Palo à cidade', da autoria de Maria Manuel Oliveira, foi apresentado na renovada Galeria do Paço (ala nascente do Largo do Paço).

Porque “não podemos construir visões de território sem ter consciência do passado”, a primeira obra da UMinho Editora, apresentada ontem na renovada Galeria do Paço (ala nascente do Largo do Paço), tem no passado “o alicerce” para a visão futura do que se pretende com a requalificação do antigo Paço Arquiepiscopal de Braga.
O livro ‘Abrir o Paço à Cidade’, da autoria da arquitecta Maria Manuel Oliveira, é “uma síntese articulada e estruturada de um processo longo e complexo de requalificação e que mais do que ser um ponto de chegada é o ponto de partida para um novo momento de discussão e de abertura à cidade”, sublinhou a professora associada da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho (UMinho), ontem na sessão de apresentação da obra.
Todo o trabalho de investigação foi feito com base numa monografia já existente. Esta primeira obra da UMinho Editora, que é uma edição conjunta entre a editora e o Laboratório de Paisagens, Património e Território, “é caminho e testemunho que articula conhecimento multidisciplinar, agregando várias áreas de saber para ampliar o conhecimento num processo interactivo onde se chega a conclusões que podem abrir múltiplas leituras e interpretações”, defendeu.
Para Maria do Carmo Ribeiro, que apresentou a obra, ‘Abrir o Paço à Cidade’ constitui “um instrumento de grande importância para a difusão e promoção da cultura e da ciência”. E a professora auxiliar do Instituto de Ciências Sociais da UMinho, elogiou a resposta da academia aos “grandes desafios da sustentabilidade” já que a nova editora para além de apostar na qualidade e no acesso ao conhecimento dá destaque à impressão em papel reciclado ou ao formato digital. Depois de fazer uma apresentação da obra, Maria do Carmo Ribeiro destacou que “apesar das grandes alterações e restauro, o antigo Paço Arquiepiscopal é o único que conserva a ala medieval, sendo em simultâneo a casa dos senhores de Braga, um lugar de saber e um laboratório”.
O desejo da UMinho em abrir o edifício do Largo do Paço à comunidade está na origem da proposta de reorganização espacial do antigo paço e do trabalho de investigação que a fundamentou.
Para o reitor da UMinho, Rui Vieira de Castro, o processo de requalificação foi “uma ideia ousada, muito exigente financeiramente, mas isso não impediu de avançar”. Ontem foi “um dia muito feliz” por esta equipa ter conseguido transmitir o conhecimento e realidade deste espaço.

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