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Parque Nacional da Peneda Gerês sem cabeça que o pense
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Parque Nacional da Peneda Gerês sem cabeça que o pense

Cávado

2019-08-15 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Presidente da Câmara Municipal de Montalegre rejeita gestão à distância do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Orlando Alves censura plano de ordenamento “limitativo e punitivo”.

“O Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) tem de ter uma cabeça a pensá-lo diariamente, que consiga mobilizar e agregar os recursos de que dispõe e reclamar muito mais”, defende o presidente da Câmara Municipal de Montalegre. Em declarações ao Correio do Minho, Orlando Alves sustenta que a falta de uma direcção própria do PNPG “ilustra bem a debilidade e a incapacidade das gentes da urbe em virem até ao campo trazerem o seu abraço de solidariedade”, não considerando “simpático” existir uma estrutura centralizada em Lisboa que gere todas as áreas protegidas.

O autarca de Montalegre reclama mais colaboração entre o Estado central e as autarquias que integram o único parque nacional português no sentido de se “criarem condições para que o PNPG seja um destino turísti- co, que infelizmente ainda não é”.
Apesar de tudo, Orlando Alves assume que, no actual quadro de financiamento comunitário, o Ministério do Ambiente tem dado atenção ao PNPG , nomeadamente com a cobertura deste território com rede de comunica- ções móveis e com a criação de equipas de sapadores e vigilantes da floresta.

A par da falta de uma direcção própria do PNPG, o presidente da Câmara Municipal de Montalegre censura que o plano de ordenamento desta área protegida seja “deveras limitativo e punitivo, gerador de uma hostilização constante e permanente por parte das populações”.

O edil reconhece que a gestão de um parque nacional sem população “é bastante mais fácil” do que um habitado como o da Peneda-Gerês, mas alerta que um instrumento de gestão “tão limitativo como é o plano de ordenamento não é saudável para quem vive no interior no Parque, que não valoriza essa circunstância, e não é nada bom para a promoção e salvaguarda de uma área protegida”.
Orlando Alves exemplica com o facto de o plano de ordenamento só autorizar explorações pecuárias até 30 cabeças de gado, inviabilizando quaisquer novos investimentos neste sector.
“O plano de ordenamento do PNPG tem de ser mais direccionado para a actividade económica e para a fixação das pessoas”, sustenta o autarca barrosão.

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