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Pandemia suspende actividade, mas não mata ‘bichinho’ do folclore

Braga

2020-09-21 às 06h00

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Este ano seria o 35.º Festival de Folclore do Vale d’Este e uma agenda cheia de actuações em vários palcos. São tempos de incerteza que levaram ao adiamento da actividade do grupo, mas fica a certeza e uma vontade imensa de voltar.

Este ano seria o 35.º Festival de Folclore do Vale d’Este, que desde 1986 tem sido realizado ininterruptamente, em Aveleda, mas a pandemia ‘obrigou’ a cancelar e a adiar para o dia 7 de Agosto de 2021.
“É com muita tristeza e uma saudade enorme que vivemos estes tempos que nos obrigaram a parar”, contou Nuno Vilaça, vice-presidente e director técnico da Associação Recreativa e Cultural de Santa Maria de Aveleda.
Nuno Vilaça conta que “a ansiedade de retomar a actividade é muito grande e a pandemia não conseguiu matar o bichinho do folclore. Há uma vontade imensa de voltar aos ensaios e às actuações”.
Se não fosse a pandemia, este seria um “ano cheio” para o grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda que tinha a agenda preenchida. “Este ano seria um ano fortíssimo para o nosso grupo. Tínhamos 33 actuações programadas no Hotel Vila Galé”, lamentou Nuno Vilaça.

A história do Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda remonta ao ano de 1963. Adelino Ribeiro, presidente da Associação Recreativa e Cultural de Santa Maria da Aveleda, conta, entusiasticamente, como nasceu o grupo e a sua evolução até aos dias de hoje. “Foi um ano em que teve um êxito total a rusga. Existindo em Aveleda um homem que estava ligado ao Grupo Folclórico Dr. Gonçalo Sampaio, que era João Pereira Leite, o homem que transportava o carneiro, e o grande implusionador do Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda que nasceu a 23 de Setembro de 1963”.

Desde então e, sobretudo, depois do 25 de Abril, o grupo cultural ganhou uma dinâmica e tem levado a cabo um importante trabalho de recolha de cantares, danças e trajes típicos que outrora se usavam, exibindo por todo o lado a riqueza deste património imaterial minhoto. “O 25 de Abril foi uma explosão e Aveleda era das poucas freguesias que tinha uma actividade associativa muito forte. Nesta altura o grupo folclórico também ganha uma nova dinâmica e credibilidade”, conta Adelino Ribeiro, sublinhando “com orgulho” que este “é o segundo grupo mais velho do concelho de Braga”.
“Já no início deste século, começamos a pensar na federação do grupo. Nessa altura começamos a procurar mais a verdade”.

Rigor do grupo reconhecido pela Federação Portuguesa de Folclore

É o segundo grupo a ser federado do concelho de Braga e o primeiro grupo do concelho a realizar festival de folclore só com a a participação de grupos federados, cumprindo, assim, as exigências da Federação de Folclore Português.
Composto por 42 elementos, o Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda prima pelo rigor da tradição do trajar, das danças e cantares da região do Baixo Minho.
“Fizemos uma recolha de dançares e cantares por gente mais velha aqui de Aveleda e hoje é o nosso repertório”, contou Adelino Ribeiro, presidente da Associação Recreativa e Cultural de Santa Maria de Aveleda, acrescentando que “começamos a trajar, copiando o Dr. Gonçalo Sampaio”.

Nuno Vilaça é o vice-presidente e também o responsável pelo trajar do grupo. Apaixonado pelo trajes, Nuno Vilaça conta que “tenta ser o mais fiel possível. Quando vejo uma peça antiga ou uma recriação, eu tento adquirir”.
No seu espólio, o grupo tem o Traje da Ribeira, da Encosta, de Vale d´ Este, de Sequeira e o Traje de Capotilha ou Braga.
O grupo tem um novo Traje de Trabalho para mostrar.

O novo traje já foi apresentado ao Conselho Técnico Regional do Baixo Minho da federação e espera ‘luz verde’ do Conselho Técnico Nacional da Federação do Folclore Português.
Àvido para regressar à normal actividade, o Grupo Folclórico de Santa Maria de Aveleda aguarda pela autorização da Direcção Geral de Saúde (DGS) e, consequentemente, da Federação do Folclore Português para voltar a animar e divulgar as tradições do Baixo Minho.

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