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Braga

2021-01-24 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

A celebrar 28 anos, o Agrupamento n.º 1060 - Escudeiros do Corpo Nacional de Escutas (CNE) conta com 35 escuteiros. Sem actividades, agrupamento não consegue atrair mais elementos.

Apesar de acreditar que “o escutismo faz cada vez mais falta”, o chefe de agrupamento n.º 1060 - Escudeiros do Corpo Nacional de Escutas (CNE) confessou que a pandemia não está a ajudar “a chamar” crianças e jovens para o movimento. “Queríamos cativar mais elementos para o movimento mas assim não conseguimos”, lamentou João Paulo Ribeiro.
No primeiro confinamento, em Março do ano passado, o agrupamento manteve o contacto com os elementos através de reuniões por secção virtualmente e lançamento de desafios. “Começamos a trabalhar com os Exploradores (crianças dos 10 aos 14 anos), depois com os Pioneiros (dos 14 aos 17 anos), mas com os Caminheiros (dos 18 aos 22 anos) foi mais difícil, porque estavam todos a trabalhar e tornou-se muito complicado conciliar horários e ter tempo para reuniões”, contou o chefe de agrupamento, que entrou para a secção dos Exploradores há 28 anos, quando o agrupamento foi fundado.

Entretanto, em Setembro foi possível voltar às reuniões presenciais. “Reunimos para decidir e preparar o novo ano escutista e começamos a ter reuniões presenciais com todas as regras que nos eram impostas, desde o distanciamento social, o uso de máscara e a desinfecção das mãos”, confirmou João Paulo Ribeiro, adiantando que as reuniões por secções eram realizadas em horários diferentes para os elementos não se cruzarem.
“Retomar as actividades presenciais foi muito positivo, porque todos sentiam falta de estar juntos e de fazer actividades ao ar livre”, assegurou o chefe de agrupamento, referindo que ainda conseguiram realizar a cerimónia das Promessas em meados de Outubro passado.

A meio de Novembro, o agrupamento voltou a suspender as actividades presenciais. “Começamos a ter dirigentes em confinamento e tivemos que fechar”, justificou o chefe de agrupamento que, na altura, também reuniu com os pais que foram a favor de suspender as actividades presenciais.
“A equipa de animação está agora a preparar desafios para lançar no dia da comemoração do Dia do fundador do escutismo (Baden-Powell), que se celebra no próximo dia 22 de Fevereiro.

Actualmente o Agrupamento n.º 1060 - Escudeiros do Corpo Nacional de Escutas conta com 35 elementos distribuídos pelas quatro secções:

7 Lobitos
11 Exploradores
7 Pioneiros
5 Caminheiros
4 Dirigentes (mais um candidato a dirigente)

Agrupamento precisa de mais dirigentes

Para além de querer aumentar o efectivo dos elementos para as várias secções, o Agrupamento n.º 1060 - Escudeiros do Corpo Nacional de Escutas (CNE) tem, neste momento, falta de dirigentes. A questão financeira também preocupa o chefe de agrupamento, João Paulo Ribeiro, já que a maior fonte de receita é a fanfarra e no último ano não conseguiu participar em iniciativas.
“Temos uma fanfarra que toca em festas e romarias e com o confinamento não está fácil. Não há festas, não há nada. Não conseguimos angariar fundos”, lamentou João Paulo Ribeiro, confirmando que “a fanfarra é o sustento para a carrinha e as actividades do agrupamento”.

A falta de dirigentes também continua a ser um assunto delicado, já que o agrupamento tem apenas quatro dirigentes. “Sou chefe de agrupamento e chefe dos Pioneiros (jovens dos 14 aos 17 anos) e tenho que dispensar muito do meu tempo para o escutismo e o que me falta é tempo”, desabafou o dirigente, esperando que depois da pandemia “a situação se altere”.
Sobre o efectivo, João Paulo Ribeiro lembrou ainda que o agrupamento até já realizou actividades em paróquias vizinhas, que não têm agrupamentos de escuteiros, para “chamar” mais elementos, mas não apareceu ninguém. “Há muita oferta e o escutismo dá trabalho e exige comprometimento de cada um. Ou se anda com gosto ou então mais vale a pena não andar”, constatou.

As várias secções do agrupamento reúnem no salão da Confraria da Senhora do Rosário, por isso, “um dos sonhos” do agrupamento é ter uma sede própria. Mas João Paulo Ribeiro tem “os pés bem assentes na terra” e admitiu que “não será fácil transformar esse sonho em realidade”.
Por enquanto, “o maior sonho é que tudo isto passe e se volte ao convívio uns com os outros o mais rápido possível”, pediu o chefe de agrupamento, esperando também aumentar o efectivo quando “tudo voltar ao normal”.
A única actividade que o agrupamento tem agendada via internet é a celebração do dia de do fundador do escutismo.

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