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Pandemia deslocalizou crime da rua para o espaço digital
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Pandemia deslocalizou crime da rua para o espaço digital

Braga

2021-10-21 às 14h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Ministra da Justiça analisou ontem as alterações que a pandemia provocou na actividade criminosa. A criminalidade é mais transnacional, digital e sofisticada, assinalou Francisca Van Dunem

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| José Paulo Silva |

A pandemia de covid-19 fez deslocalizar a criminalidade da rua para o espaço digital, alertou ontem a ministra da Justiça, na sessão comemorativa do 76.ºaniversário da Polícia Judiciária (PJ). Francisca Van Dunem destacou, neste contexto, o crescimento da criminalidade informática, das fraudes cometidas em ambiente digital e da divulgação de pornografia infantil.
Ainda sobre os efeitos da pandemia, a ministra considerou que a mesma “criou condições para os grupos criminosos organizados centrarem também a sua acção em certas actividades ilícitas cuja rentabilidade aumentou, como a contrafacção de medicamentos, de produtos e de equipamentos médico, apontando situações de venda de vacinas contra a covid 19 na internet.
“No contexto europeu, como assinalado pela EUROPOL, as autoridades policiais de vários Estados detectaram a oferta e a venda de vacinas contrafeitas”, precisou a ministra da Justiça, adiantando que este tipo de crime constitui “um sério risco para a saúde e a segurança públicas e contribui para o aumento do trabalho ilegal”, associado à imigração ilegal e ao tráfico de pessoas. Constatou a governante o aumento dos crimes de abuso sexual de crianças e de disseminação de propaganda terrorista na internet.
Na festa de aniversário da PJ, em Braga, Francisca Van Dunem declarou que a criminalidade ganhou forte dimensão transnacional, com o recurso às tecnologias de informação e de comunicação que potencia a participação de múltiplos agentes em espaços físicos e países diferentes, com simultaneidade de acção e grande velocidade de execução, gerando enormes lucros.
Trata-se, segundo a governanante, de uma nova realidade que “reclama uma reacção pronta, eficaz e efectiva” por parte das forças policiais, só possível com recurso a meios idóneos e à permanente actualização tecnológica.
Por outro lado, a ministra da Justiça observou o “ressurgimento da expressão pública do racismo, da xenofobia e a banalização do discurso do ódio”, que são alimentados “por notícias falsas e pela desinformação”. No que respeita à criminalidade económico-financeira, Francisca Van Dunem disse, perante uma plateia constituída em grande parte por operacionais da PJ, que a mesma continua a afligir as sociedades e a fragilizar as economias, fomentando o descrédito dos cidadãos nas instituições democráticas.
A ministra alertou também para os fenómenos de “violência doméstica intensa, violência grave contra idosos e pessoas vulneráveis”, crimes que persistem em Portugal.
Apesar de tudo, Francisca Van Dunem reportou que Portugal tem uma classificação honrosa no Índice Global da Criminalidade Organizada 2021 (117.º lugar entre 193 países), mesmo sendo apontado como país de trânsito e de destino no âmbito do tráfico de seres humanos e tráfico de drogas,
Por tudo isto, a ministra da Justiça considerou crucial continuar a modernizar e a apetrechar a PJ para combater os fenómenos criminosos “que afectam a vida dos cidadãos, das empresas e das administrações públicas”.

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