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Pais de alunos da Frei Caetano Brandão acusam governo de “facada” e prometem luta
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As Nossas Escolas

2019-02-01 às 06h00

Marta Amaral Caldeira

A Associação de Pais e Encarregados de Educação da EB 2,3 Frei Caetano Brandão acusam o governo de lhes ter dado “uma facada” ao não ver contemplada a sua escola na lista de prioridades ao nível de intervenções. Prometem continuar a lutar.

Os pais e encarregados de educação dos alunos da EB 2,3 Frei Caetano Brandão, do Agrupamento de Escolas de Maximinos, vêm a público, numa carta aberta a várias entidades, mostrar a sua “indignação” quanto ao anúncio de que a intervenção prevista para aquele estabelecimento de ensino não constar da lista de obras no parque escolar em que o governo se preparara para investir. “É uma facada”, lamentam, deixando a promessa de continuar a lutar.
“Esta escola necessita de obras, conforme foi verificado pelos técnicos da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares do Norte e da Câmara Municipal de Braga que no final do último ano fizeram a vistoria ao edifício. É uma escola com 36 anos que nunca foi renovada. Há vários anos que as obras são aguardadas, solicitadas, reivindicadas”, diz a Associação de Pais e Encarregados de Educação.
“Não compreendemos, por que razão as escolas EB 2/3 de Braga tiveram obras de fundo e, na escola que os nossos filhos frequentam, nem a substituição da caixilharia, pichelaria e telhados foi efectuada. Não compreendemos por que motivo os alunos portugueses não são tratados todos do mesmo modo”, lamentam.

Intervenção foi recomendada pela Assembleia da República

A revelação de que a intervenção prevista para a EB 2,3 Frei Caetano Brandão não consta da lista seleccionada pelo Ministério da Educação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, na última Assembleia Municipal de Braga.
O autarca bracarense notou a sua “surpresa” quando, ao ver a lista de investimentos previstos para a área da Educação na região Norte não viu elencadas as obras naquela escola de Braga. Rio teve acesso à lista de investimentos durante uma reunião da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional, convocada para acertar com os vários responsáveis pelas comunidades intermunicipais (CIM) do Norte e área metropolitana do Porto a reprogramação dos fundos comunitários aprovado pelo governo em Bruxelas.

Na altura, o presidente da Câmara Municipal de Braga, chamou a atenção para o facto de ter havido um “reforço de verbas” de 25 milhões de euros para as CIM investirem na área da Educação - verbas estas que, nessa mesma reunião, foi dito aos responsáveis das CIM que seriam aplicadas numa lista de intervenções previamente seleccionadas pelo Ministério da Educação e da qual não consta a intervenção na EB 2,3 Frei Caetano Brandão.
Na explanação do edil bracarense à Assembleia Municipal de Braga sobre este assunto, Rio recordou, também, que a necessidade de uma intervenção nesta escola foi inclusive alvo de recomendação aprovada em sede de Assembleia da República.

É essa explicação que a deputada da CDU, Carla Cruz, procura agora junto do governo, liderado pelo socialista António Costa.
Num requerimento destinado ao Ministério da Educação, a deputada comunista dá conta de que se considera “inadmissível” que tal venha a suceder. Se isso acontecer “o governo estará a desrespeitar a Resolução Aprovada na Assembleia da República a 13 deAgosto.
Na missiva, a deputada Carla Cruz questiona o governo se vai “rever” a sua decisão e contemplar a Escola Básica 2,3 Frei Caetano Brandão na lista de escolas alvo de intervenção e, se sim, quer saber quando.

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