Correio do Minho

Braga, terça-feira

Padre Gaio rezou missa: ex-combatentes de boina
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Padre Gaio rezou missa: ex-combatentes de boina

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Cávado

2011-06-14 às 06h00

Rui Serapicos

O padre Gaio, último capelão das Forças Armadas Portuguesas a sair do ultramar, celebrou em Fão uma missa para ex-combatentes, entre os quais comandos e pára-quedistas que assistiram de cabeças cobertas por boinas verdes e vermelhas.

Militares com cabeças cobertas de boinas vermelhas dos comandos e verdes dos pára-quedistas encheram, no dia 10 de Junho, a igreja de Bom Jesus de Fão na missa de homenagem aos antigos combatentes.
Presidida pelo padre Gaio, que foi o último capelão das Forças Armadas Portuguesas a abandonar o ultramar, a cerimónia religiosa foi marcada por momentos de sentimentalismo e emoção.

O prelado transmitiu uma mensagem de coragem para os tempos que passam, exortando a enfrentar os problemas económicos com a mesma coragem que demonstraram quando foram obrigados a mobilizarem-se para combate nas províncias ultramarinas.

Do concelho de Esposende estimam-se em cerca de duas dezenas as baixas em combate, havendo ainda ex-militares com sepultura identificada em África.
O coro, composto por esposas de ex-combatentes, acrescentou à cerimónia a musicalidade composta por letras que se focalizaram no combatente e também na vila de Fão.

Para o ano esperam-se boinas de mais cores

Esta homenagem terá continuidade no próximo ano, na mesma data.
Os que nela já participaram prometem revivê-la e de certeza que outros à mesma se juntarão.
A Junta de Freguesia de Fão propôs que para o próximo ano todos fizessem por trazer a sua boina, castanha (infantaria), azul (marinha), vermelha (comandos) ou negra (cavalaria).

Grito dos comandos encerrou eucaristia

A igreja, decorada para o efeito com cravos vermelhos e arranjos de verdes, juntaram-se as cores dos estandartes de batalhões e companhias, boinas verdes e vermelhas de pára-quedistas e comandos.
No final da missa os pára-quedistas cantaram o seu hino, gerando momentos de alguma emoção. O grito de guerra ‘Mama Sumae’ pelos comandos encerrou a missa.

O cortejo encimado pelos porta-estandartes percorreu o perímetro interior do cemitério até à concentração junto à Capela da Boa-Morte onde o padre Gaio proferiu palavras alusivas ao momento, antes de se depositar a coroa de flores junto à placa, comemorativa das cerimónias de 2010, com que a Junta de Freguesia resolveu perpetuar estas celebrações.  

Terminada a romagem, os ex-combatentes, familiares e convidados deslocaram-se a pé pelas ruas de Fão em direcção ao edifício da junta de freguesia onde os aguardava uma mesa de 150 lugares, integralmente ocupados.

Restaurantes serviram mesa para centena e meia

Os restaurantes Três-Arcos, Cantinho dos Lírios e Café-Sport confeccionaram uma feijoada. A sobremesa foi composta pelos doces típicos de Fão, Clarinhas e Travesseiros e ainda por bolos caseiros confeccionados e oferecidos pelas esposas dos ex-combatentes.
De tarde, houve guitarradas, modinhas, e histórias de guerra.

A Junta de Freguesia de Fão decidiu passar a entregar durante estas cerimónias uma recordação aos ex-combatentes que cumpram 50 anos desde que foram incorporados.
Este ano apenas um estava nestas condições, Ramiro Cruz que cumpriu serviço militar em Angola.

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