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Desporto

2022-09-28 às 09h20

Ricardo Anselmo Ricardo Anselmo

(In)eficácia ofensiva no primeiro tempo, falta de andamento e tardias respostas a partir do banco para segurar a crença espanhola depois. Pela 3.ª vez, Portugal deixa escapar um objectivo ‘certo’.

Citação

França para a Liga das Nações, Sérvia no apuramento directo para o Mundial e Espanha, novamente na hora de carimbar o bilhete para a final-four da Liga das Nações. Três decisões, três vezes em casa e em todas um cenário comum: bastava não perder, mas também não chegava jogar para o empate porque, como se viu, normalmente traduz- -se em desilusões. No ocaso da batalha, quando a falta de forças apelou a um recuo suicida de linhas, a sorte protegeu quem mais por ela lutou e castigou quem à sombra da mesma acabou por se sentar.
Fernando Santos mudou três peças dias depois de uma bela vitória na República Checa, devolvendo João Cancelo e Nuno Mendes aos corredores, bem como Diogo Jota ao ataque.
A bola, essa, pertenceu sempre, e de que maneira, a ‘nuestros hermanos’, que ainda assim nunca encontraram os caminhos para a levar ao destino desejado. Bem montado atrás, Portugal não precisou da posse estéril para ser verdadeiramente perigoso, ao contrário da adversária. Rúben Neves foi o primeiro a tentar, com potente remate que Unai Simón desviou.
Bruno Fernandes, responsável pela ligação entre sectores, enquanto teve pernas, lançou na perfeição Diogo Jota, que recebeu bem, enquadrou-se e só não festejou graças a mais uma grande intervenção do guardião espanhol. Para fechar o leque de ocasiões, acabaria por ser o próprio Bruno Fernandes, de pé esquerdo, ainda longe do alvo, a rematar com força e a fazer a bola beijar as redes, mas pelo lado de fora. Deu aquela sensação única de ter sido um grande golo (que o seria), mas ficou a centímetros de tal desfecho.
Luis Enrique, ciente de que o que fora feito até então era curto para as ambições da Espanha, lançou, com um quarto de hora jogado na segunda parte, um trio de jovens que começaram a mudar a face do destino. Gavi, Pedri e Pino deram perfume e aceleraram a circulação, emprestando a criatividade que faltou até então e que deixou Portugal ‘às aranhas’.
Antes, porém, de realçar que o segundo tempo começara como se vinha desenrolando o primeiro, com Diogo Jota a servir o timing perfeito Cristiano Ronaldo, que não conseguiu ser feliz na cara de Simón. Foi, contudo, o último sinal de vida das quinas em termos ofensivos, que foi recuando as linhas a uma velocidade vertiginosa, mais do que se quereria mas com a tendência normal de quem começa a perder as forças para acompanhar o dinamismo do sector intermédio castelhano.
Nem as entradas de João Mário, primeiro, e Vitinha, mais tarde, foram capazes de consertar o marasmo que se tornou a transição defensiva de Portugal, que tão pouco soube segurar a bola durante cinco ou seis passes seguidos. Do banco, o engenheiro respondeu com o lançamento de Rafael Leão, que se projectou no corredor, mas com a equipa presa atrás. Difícil assim.
Viria, portanto, o momento negro da noite: Carvajal descobriu Williams ao segundo poste, com um cruzamento largo, que por sua vez devolveu a gentileza com um toque de cabeça para Morata encostar. Ponto final.

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