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Oposição critica Agere por não reduzir tarifas
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Oposição critica Agere por não reduzir tarifas

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Oposição critica Agere por não reduzir tarifas

Braga

2020-01-28 às 06h00

Teresa M. Costa Teresa M. Costa

Alteração ao tarifário dos resíduos sólidos urbanos foi pretexto para PS?e CDU reclamarem redução das tarifas e aumento de investimentos da Agere.

A oposição PS e CDU absteve-se ontem na votação da proposta de alteração do tarifário de resíduos sólidos urbanos (RSU) da Agere submetida ao executivo municipal de Braga.
O vereador da CDU, Carlos Almeida, argumentou que face aos lucros da Agere “existe margem para uma linha contínua de redução do tarifário da água e saneamento, avaliando, ano a ano, o impacto nos serviços”.
Carlos Almeida questionou ainda a vigência dos descontos contidos na proposta de tarifário com o presidente do Conselho de Administração da Agere, Rui Morais, a garantir que os descontos são para manter e que o objectivo, no futuro, é ampliar.

Rui Morais esteve na reunião do executivo municipal e explicou que, no caso da taxa de recursos hídricos, “é uma fórmula que vem do Governo” e que há dois anos implica um factor de sustentabilidade que impõe que se pague mais nos municípios do litoral que nos do interior.
O ano passado, a Agere teve a liberdade de não a aplicar, mas este ano foi obrigada a fazê-lo, justificou o administrador da Agere, explicando que as receitas desta taxa são entregues, na sua totalidade, à Agência Portuguesa de Ambiente (APA) revertendo para o Fundo Ambiental.

No caso do tarifário, a única forma da Agere interferir é aplicando descontos, referiu Rui Morais que explicou ainda que isso reduz em 600 mil euros as receitas da empresa, somando-se ao acréscimo de um milhão de euros decorrente do contrato colectivo de trabalho que foi assumido como prioridade.
O vereador da CDU condena a imposição da Entidade Reguladora do sector (ERSAR) e não compreende “que não possam ser as entidades gestoras a regular o próprio tarifário”.
Em nome do PS, o vereador Artur Feio argumenta que o impacto do tarifário e dos descontos “não é significativo para as famílias”.
Face aos resultados da Agere, a oposição socialista pede mais investimentos. Além da nova ETAR a construir em Palmeira, “há uma necessidade de investir mais na cidade” e pede que os descontos beneficiem mais os bracarenses, afirma Artur Feio.

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