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Obra vencedora vai ser cedida à cidade
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Obra vencedora vai ser cedida à cidade

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Obra vencedora vai ser cedida à cidade

Braga

2020-02-13 às 06h00

Patrícia Sousa Patrícia Sousa

dstgroup e a zet gallery, apresentaram ontem o Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade. Iniciativa inovadora desafia artistas nacionais e internacionais a criar obra de arte para espaço público a partir de resíduos industriais.

“Criar uma obra de arte para espaço público a partir de resíduos industriais provenientes da construção e demolição de edifícios” é o desafio do Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade lançado pelo dstgroup e a zet gallery. “Trata-se de uma iniciativa inovadora em Portugal que se destina a afirmar um pensamento estratégico sobre a economia circular, a partir da criação artística contemporânea”, explicou, ontem na apresentação do prémio, a curadora da zet gallery, Helena Mendes Pereira, garantindo que a obra vencedora vai ser cedida à cidade de Braga.

Na conferência de imprensa de apresentação do Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade, Helena Mendes Pereira informou que “o vencedor do prémio será distinguido com um valor pecuniário de 7500 euros e terá a sua criação artística exposta num espaço público”.
A open call, destinada a artistas nacionais e internacionais, está aberta até dia 3 de Abril, data limite para a submissão de portfolios e de propostas conceptuais que cumpram os requisitos previstos no regulamento do Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade.

“Um dos factores diferenciadores deste prémio é a constituição do júri que avaliará todas as fases do concurso”, anunciou a curadora, admitindo que se trata de “um júri multidisciplinar, que combina diferentes áreas do saber e sensibilidades e estabelece um cruzamento com outros projectos culturais promovidos pelo dstgroup”.
A vencedora do Grande Prémio de Literatura dst 2019, Lídia Jorge, é, por exemplo, um dos elementos que integra este júri, composto ainda por João Castro, professor da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, e André Rangel, docente da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Já o Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade (IB-S) da Universidade do Minho (UMinho), “parceiro privilegiado” do dstgroup em vários “projectos inovadores”, integra também o painel de jurados, através do director-executivo, Tiago Miranda, a que se junta ainda Ricardo Portela, administrador da bysteel fs, empresa do dstgroup.

Cidade “não basta ser funcional” precisa de “imperativo estético”

Porque “já não basta à cidade ser funcional, mas precisa de imperativo estético”, o dstgroup e a zet gallery lançam a primeira edição do Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade. “A cidade tem de ser bela e ter resultados do pensamento ecológico”, referiu, ontem o presidente do Conselho de Administração do dstgroup, José Teixeira, defendendo que a cidade “precisa ter história para contar e uma narrativa que agregue e cative as pessoas”. O presidente do Conselho de Administração do dstgroup, José Teixeira, que falava ontem na apresentação do Prémio Arte em Espaço Público & Sustentabilidade, sublinhou que esta iniciativa tem como objectivo “afirmar um pensamento estratégico sobre a economia circular”.

Nas últimas décadas, continuou o presidente, “os cidadãos foram dominados pelo ‘pensamento rotunda’, mas o futuro pertence a outro tipo de cidades com os investidores, contadores de história, psicólogos ou músicos a darem uma nova coreografia à cidade”.
José Teixeira defendeu ainda que é preciso “criar uma cidade sedutora, que tem que se fabricar e desenhar com empatia, estabelecendo relações emocionais entre as pessoas”. O presidente foi peremptório: “a forma como vivemos tem de mudar, porque nesta era precisamos de arte pública.”
Ainda na conferência de apresentação do prémio, o director-executivo do Instituto de Ciência e Inovação para a Bio-Sustentabilidade (IB-S) da Universidade do Minho (UMinho), Tiago Miranda, falou da urgência da “transição do paradigma ambiental”.

Tiago Miranda deixou o alerta: “não podemos esperar uma geração e temos que ter formas de comunicação e métodos para a mensagem passar a todos”. Utilizar a arte “é mais uma forma de transmitir estes princípios”, defendeu.
O prémio, continuou o director-executivo, aposta numa forma “muito interessante e inovadora” de linguagem e comunicação, tendo por base os princípios associados ao ambiente.
Esta iniciativa tem, nas suas palavras, duas vantagens: “a promoção da cultura por si só já é um valor inestimável, já que nem sempre é tratada com a elevação e o respeito que merece, e a promoção de novos talentos e obras de arte”.
Para Tiago Miranda, este prémio é “uma tríade vencedora”, porque promove a sustentabilidade, a cultura e os novos talentos. É por isso, acredita o responsável, “um conceito vencedor e diferenciador”.

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