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“O Natal por muito incrível que seja não é um pinheiro carregado de bolinhas”
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“O Natal por muito incrível que seja não é um pinheiro carregado de bolinhas”

Braga

2019-12-02 às 12h44

Isabel Vilhena Isabel Vilhena

Igreja alerta para inversão de valores que alteram o verdadeiro sentido do Natal. O cónego José Paulo Abreu afirma que a Igreja está em contramão com leds, estrelinhas e bolinhas, mas tentamos impor o presépio que é o primeiro caminho.

“O Natal por muito incrível que seja, não é um pinheiro carregado de bolinhas e um ancião com um barrete na cabeça e umas barbas brancas na cara. O Natal é o nascimento do Menino Jesus”. Palavras do cónego José Paulo Abreu, presidente da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro, na inauguração da exposição de presépios intitulada ‘Amor Eterno’ da autoria da família ‘Mistério’, que se encontra patente no Posto de Turismo do Sameiro.
José Paulo Abreu explica que a “ideia desta exposição é chamar atenção para o que é central e não permitir que aquilo que é acessório possa ser o absoluto”, alertando que “é preciso voltar ao Menino Jesus e pôr a pirâmide no sítio. Primeiro tem que estar o nuclear do Natal e depois vem o resto. Esta é a ideia que preside ao que temos feito na diocese de Braga. Tenho sempre pugnado para que o Natal tenha o Menino Jesus no centro”.

O cónego afirma que “há cidades que dizem ‘Feliz Natal! Faça compras aqui’, lembrando que “ninguém é salvo por um embrulho, mas por um redentor que se chama Jesus. Não admitimos que esta mensagem seja ultrapassada por outras mensagens. O anúncio da Igreja é de que alguém veio em socorro da humanidade e esse alguém não foi um laçarote ou uma marca. Esse alguém nasceu numas palhinhas em Belém e chama-se Jesus e é isso que enfatizamos nos presépios”.
Para o presidente da Confraria de Nossa Senhora do Sameiro “o presépio é a iconografia mais adequada para este período. Nós estamos em contramão com muitos leds, estrelinhas, bolinhas, mas tentamos impôr o presépio que nos parece que esse é o primeiro caminho. Não temos nada contra os pinheiros, mas não queremos que tudo isso secundarize o que é prioritário. Quando nos damos conta nas Noites de Natal está lá tudo menos quem lá devia estar: o Menino Jesus. Esta é a inversão de valores para qual temos vindo a chamar atenção”.

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