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“O maior desafio da educação é a catástrofe da natalidade”
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Alto Minho

2018-11-10 às 06h00

Isabel Vilhena

NO 38.º ANIVERSÁRIO, a ESE-IPVC dá início à Pós-Graduação em Educação, Ciência e Património Local que capacita professores para rede de ciência.

“Um dos maiores problemas que a educação tem que resolver é a catástrofe da natalidade. Em média, temos 1, 3 filhos e não estamos em condições de renovar a taxa populacional que precisávamos de 2, 5”, alertou Rui Teixeira, director do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) na sessão comemorativa do 38.º aniversário da Escola Superior da Educação.
Para Rui Teixeira, em pouco menos de década, “todos os alunos de Viana do Castelo caberão numa das nossas escolas secundárias da cidade. E não olhamos com a devida atenção para este cenário”.
Outro dos desafios apontados pelo director do IPVC na educação prende-se com as novas metodologias de ensino. “Hoje há uma enorme dificuldade na abordagem dos alunos no espaço de aula que vivem numa digitalização total e a escola não acompanha”.
O aniversário da ESE-IPVC ficou também marcado pela assinatura de um protocolo assinado entre a Câmara de Viana do Castelo, o IPVC e os agrupamentos de escolas de Viana do Castelo.
Trata-se de uma pós-graduação a professores dos agrupamentos de escolas do concelho que pretende responder aos “desafios” criados pela Rede Escolar de Ciência, criada em Janeiro. “Entendemos criar uma Rede Local para a Ciência. Queremos educar para a ciência e para o nosso património local. Nós queremos que os nossos jovens comecem já a praticar ciência, apreendendo o seu método e as tecnologias porque hoje a actividade formativa sem a actividade científica não faz qualquer sentido”.
A Câmara de Viana do Castelo vai financiar, na totalidade, a pós-graduação em Educação, Ciência e Património Local, a ministrar pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) que visa “facilitar a criação e capacitação de Equipas Promotoras da Diferenciação e Flexibilidade Curricular de Agrupa- mento”.
O autarca vianense explicou que “há um trabalho feito pelo município há vários anos na identificação quer do património natural, quer do património arquitectónico e também imaterial. E entendemos que esta era uma oportunidade de ouro que tínhamos de aproveitar este novo instrumento legislativo da flexibilização curricular para operacionalizarmos aquilo que já era um trabalho que vínhamos fazendo com as escolas, nomeadamente da rede Rede Escolar de Ciência com os sete laboratórios, mas também o trabalho dos museus, da arquitectura e da arqueologia”.
Em causa está a formação de "equipas nos sete agrupamentos de escolas” que serão os “pivots” desta diferenciação curricular e desta aposta do município conjuntamente com os agrupamentos que constituirão uma estrutura pedagógica mobilizadora, com conhecimento focado e aprofundado sobre o património local (biológico, geológico e histórico-cultural) e a sua valorização”.

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