Correio do Minho

Braga, terça-feira

Novo processo contra subcomissário da PSP Filipe Silva em julgamento
Torcatense vence Maria da Fonte no arranque do Campeonato de Portugal

Novo processo contra subcomissário da PSP Filipe Silva em julgamento

Guimarães: Pelote evoca Batalha de Aljubarrota

Casos do Dia

2018-04-24 às 06h00

Redacção

Subcomissário da PSP que está a ser julgado por agressões de dois adeptos está envolvido em mais um processo pelos mesmos crimes.

O Tribunal de Guimarães marcou para 7 de Junho o início do julgamento de mais um processo em que é arguido o subcomissário da PSP Filipe Silva, desta vez acusado de agressão a um jovem na via pública, naquela cidade.
Filipe Silva é arguido num outro processo, cujo julgamento está a decorrer, por agredir dois adeptos do Benfica, também em Guimarães.
Os factos do processo que começa a ser julgado em Junho remontam a 29 de Março de 2015, quando uma patrulha da PSP, que incluía Filipe Silva, deparou com um grupo de jovens a urinar na via pública.
Segundo a acusação, os polícias perguntaram quem tinha urinado para a via pública e um dos jovens, que estava visivelmente sob efeito do álcool, não gostou da abordagem e dirigiu-lhes algumas expressões, dizendo nomeadamente que urinar no valado não é crime e que se tivesse vontade o faria outra vez.

Na reacção, e ainda de acordo com a acusação, Filipe Silva o-brigou esse jovem a colocar-se de joelhos, deu-lhe um pontapé nas costas, desferiu várias pancadas com o cassetete nas costas, braços e pernas e colocou-lhe a bota em cima da cabeça.
O jovem foi conduzido à esquadra de Guimarães, onde foi obrigado a permanecer algemado cerca de três horas, sem receber tratamento médico, apesar de estar com lesões visíveis e de o ter solicitado, pois estava com dores por todo o corpo.

No auto de notícia referente ao caso, Filipe Silva escreveu que o jovem proferiu várias expressões injuriosas e que, por isso, lhe deu ordem de detenção, para o algemar, mas ele ofereceu resistência física activa e tentou manietar os polícias, pelo que houve necessidade de recorrer à força.
Escreveu ainda que o jovem foi projectado para o chão e os polícias recorreram a várias técnicas de impacto.
Sublinhou que, dos confrontos físicos, resultaram ferimentos numa mão do outro polícia que o acompanhava.

Para a acusação, Filipe Silva fez constar do auto factos que não correspondem à verdade, já que em momento algum o ofendido ameaçou, tentar manietar ou ofereceu resistência aos polícias que o abordaram.
Considera ainda a acusação que nada justificava a força usada pelo arguido e que este actuou com grave abuso de autoridade e de forma ilegítima e excessiva, abusando dos meios coercivos de que dispunha no âmbito dos poderes funcionais que lhe foram legalmente conferidos.
Diz também que, ao fazer constar no auto de notícia factos que não correspondiam à realidade, o subcomissário quis imputar ao ofendido comportamentos susceptíveis de o responsabilizar criminalmente e encobrir a acção criminosa por si levada a cabo.

Deixa o teu comentário

Usamos cookies para melhorar a experiência de navegação no nosso website. Ao continuar está a aceitar a política de cookies.

Registe-se ou faça login

Com a sessão iniciada poderá fazer download do jornal e poderá escolher a frequência com que recebe a nossa newsletter.




A 1ª página é sua personalize-a

Escolha as categorias que farão parte da sua página inicial.

Continuará a ver as manchetes com maior destaque.