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Novo ano lectivo marcado pelo regresso à antiga normalidade
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Novo ano lectivo marcado pelo regresso à antiga normalidade

As Nossas Escolas

2022-09-16 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Hoje todas as escolas do concelho estão já em aulas, um início de ano lectivo que fica marcado pelo regresso à antiga normalidade, sem qualquer das medidas que vigoraram durante a pandemia.

Citação

O ano lectivo arranca hoje em pleno em todas as escolas da rede pública do concelho, ficando marcado pelo regresso à antiga normalidade depois de dois anos e meio marcados pelas medidas de combate à pandemia.
Na maioria dos agrupamentos, ontem foi dia de receber os novos alunos de ciclo e das apresentações com os directores de turma. Hoje, já será cumprido o horário lectivo, com milhares de alunos e professores de regresso às salas de aula.
No Agrupamento de Escolas Carlos Amarante (AECA) “volta tudo praticamente ao normal, mas mantendo-se alguns cuidados em termos da desinfecção dos espaços”, referiu Hortense Santos, em declarações ao Correio do Minho, salientando que a máscara de protecção não é obrigatória, mas poderá ser utilizada por quem o entender.

No ano lectivo 2022/2023, o AECA vai ser frequentado por aproximadamente 3300 alunos de todos os níveis de ensino, desde o pré-escolar ao ensino nocturno.
O fim das medidas de combate à pandemia permitiu ao agrupamento acabar com o desfasamento de horários, uma medida que os alunos aplaudem.
Apenas na EB 2,3 de Gualtar haverá um desfasamento de cinco minutos no horário de entrada, mas “é uma medida que visa facilitar a circulação numa hora de elevada afluência ao estabelecimento de ensino”.
À comunidade educativa, Hortense Santos deixa uma mensagem optimista no sentido de se dar continuidade “ao bom trabalho que vem sendo desenvolvido”.
Neste início do período lectivo existem apenas algumas situações pontuais de professores que precisam ser substituídos, mas essa é uma questão cuja resolução está também dependente do número de atestados médicos que derem entrada e da respectiva duração.
Ainda de acordo com a directora do AECA há alguma falta de técnicos especializados na vertente do ensino profissional.

No Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio (AEAS) o arranque do ano lectivo fica marcado pelas obras de requalificação e ampliação da Escola Básica de Nogueira, com os alunos do 1.º ciclo a terem aulas em módulos pré-fabricados na Escola 2,3 de Nogueira.
Ontem, esta era precisamente a principal preocupação do director do AEAS, João Andrade. “A indicação que tínhamos da autarquia é de que hoje, quinta-feira, as instalações provisórias para as aulas do 1.º ciclo de Nogueira estariam concluídas, porém o mau tempo dos últimos dias atrasou os trabalhos”, lamentou o director, esperando que hoje, no máximo segunda-feira, as instalações provisórias estejam concluídas em pleno.

Também neste agrupamento se verifica o regresso à antiga normalidade “sem qualquer dos constrangimentos que se verificaram durante a pandemia”, embora lembre que a pandemia também foi um período de aprendizagem, nomeadamente em termos de potenciar os recursos digitais. Célia Simões, directora do Agrupamento de Escolas de Celeirós, que este ano contará com cerca de 875 alunos, também confirmou ao ‘Correio do Minho’ que este novo ano lectivo ficará marcado pelo regresso aos antigos horários, “um regime que tanto os alunos como os encarregados de educação preferem”.

“Voltamos a colocar todos horários preenchidos de manhã e cada turma tem apenas algumas tardes preenchidas”, explica, realçando que o facto de as tardes estarem mais livre também permite proporcionar uma grande oferta em termos de actividades extracurriculares.
Relativamente ao parque escolar, Célia Simões refere que o ano arranca com as obras em curso na Escola Básica de Figueiredo. Os alunos desta escola continuam a frequentar o ensino no recinto, em instalações provisórias montadas para o efeito. “Se tudo correr como o previsto, no 3.º período os alunos já vão ter a escola nova pronta”, referiu.

Fluxos migratórios justificam elevado aumento alunos

Também o Agrupamento de Escolas de Maximinos regressa à antiga normalidade neste novo ano lectivo que fica marcado pelo aumento do número de alunos, como revelou ao ‘correio do Minho’ Paulo Antunes.
O director avançou que estão matriculados 1552 alunos no agrupamento, mais 150 do que no último ano.
Paulo Antunes considera que este aumento se justifica por três razões principais: o aumento dos fluxos migratórios, sobretudo do Brasil; o ensino articulado em música e em dança que capta cada vez mais alunos; e também pelos alunos refugiados do Afeganistão que vão frequentar escolas do agrupamento.
“Este aumento do número de aluno não é algo exclusivo nosso. Pelas conversas com os directores de outros agrupamentos esta é uma situação que se está a sentir no concelho, a meu ver porque Braga está no mapa e capta cada vez mais pessoas”, refere Paulo Antunes, realçando que no caso dos alunos imigrantes se está a sentir agora um fluxo que nos outros anos era mais característico do início do segundo período. “Nota-se sobretudo o aumento de alunos vindos do Brasil, o que era habitual acontecer sobretudo em Janeiro, uma vez que o ano lectivo no Brasil termina em Dezembro”, referiu.

Apesar de ser mais intenso o fluxo migratório vindo do Brasil, Paulo Antunes realça que o agrupamento tem alunos vindos de muitos outros países, nomeadamente Venezuela, Argentina e Colômbia.
O director mostra-se particularmente satisfeito com o aumento dos alunos no ensino articulado, referindo que pela primeira vez foi possível constituir uma turma interna com alunos de dança.
Sobre os refugiados, o director refere que o agrupamento vai acolher 16, dois deles no 1.º ciclo e os restantes no 3.º ciclo.
O aumento de alunos é transversal a todos os ciclos de ensino, nota ainda Paulo Antunes, congratulando-se com “a grande procura” que a Secundária de Maximinos registou.

A procura também aumentou nos outros ciclos de ensino, coma Escola da Gandra a ultrapassar a centena de alunos só no 1.º ciclo, o que permitiu a criação de mais uma turma.
Paulo Antunes aponta que além do aumento de alunos, também se nota um aumento dos apoios sociais, o que se pode aferir pelas isenções e descontos no pagamento das refeições escolares.
Num ponto de situação sobre este arranque do ano lectivo, João Andrade, director do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio (AEAS), também confirmou que o agrupamento está “totalmente cheio”.
São 3400 alunos que vão frequentar este ano os estabelecimentos de ensino da AEAS. “Temos 157 grupos de turma”, especifica. Só no pré-escolar, este agrupamento tem agora 12 turmas e no 1.º ciclo são 32.
Até no período nocturno se regista um elevada afluência. A titulo de exemplo João Andrade refere que a AEAS tem 11 grupos de alunos estrangeiros que estão a aprender Português em regime nocturno. “Só aqui são 275 alunos”, nota, referindo que a realidade do agrupamento em termos de alunos é “muito e cada vez mais plural e diversificada.

Carla Sepúlveda deixa mensagem à comunidade educativa

Neste dia que marca o início do novo ano lectivo, a vereadora da Educação da Câmara Municipal de Braga, Carla Sepúlveda, deixou uma mensagem a toda a comunidade educativa, através de comunicado publicado nas redes sociais do município. Começando por deixar “votos de que o início deste novo ano lectivo seja preenchido com perspectivas de crescimento, aprendizagem, saber e fazer”, a vereadora lembra deseja aos alunos e alunas “que este seja um ano de muitas conquistas na esfera académica e pessoal. Desfrutem do que de melhor a escola tem para dar: conhecimento e relações interpessoais que vos permitirão crescer em sociedade. Agarrem os projectos que a escola tem para oferecer e sejam cidadãos activos e fomentadores de cidadania e humanismo”.

Carla Sepúlveda deixou também mensagens aos professores - a quem “só podemos dizer OBRIGADA. Obrigada pela resiliência diária; pela dedicação constante e incansável ao ensino e à transmissão de saber; pela entrega à causa tão nobre que é ser professor(a)” - ao pessoal não docente - “a nossa comunidade escolar sabe que pode contar com a colaboração diária em prol de uma escola mais partilhada entre todos. O espírito de união deve prevalecer no desígnio de que tenhamos mais e melhor escola todos os dias” - e aos Encarregados de Educação “esta é sempre uma fase de início ou recomeço e que se pretende que assente na participação dinâmica das famílias”.

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