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Novo ano lectivo cheio de desafios obriga a mais “gastos” na segurança
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Novo ano lectivo cheio de desafios obriga a mais “gastos” na segurança

Obras nas escolas custaram 500 mil euros

Novo ano lectivo cheio de desafios obriga a mais “gastos” na segurança

Entrevistas

2020-09-15 às 06h00

Marta Amaral Caldeira Marta Amaral Caldeira

João Dantas, director do Agrupamento de Escolas D. Maria II, aponta para o avultado investimento que está a ser feito nas escolas ao nível da prevenção. Dar a maior segurança possível é a prioridade.

É com 3200 alunos e um “crescimento pontual” de alunos no ensino secundário que o Agrupamento de Escolas D. Maria II arranca o novo ano lectivo 20- 20/21. O director, João Dantas, diz que os desafios são grandes para toda a comunidade educativa, mas garante tudo está a ser feito “para dar a melhor resposta e a maior segurança possível”.

O investimento que o agrupamento está a fazer na reorganização do novo ano escolar e só para o primeiro trimestre do ano é grande e João Dantas olha para os “gastos” com vista a combater a Covid-19 e que neste momento, só em máscaras, já ascendem a 11 mil euros. “Vamos distribuir a todos os alunos, professores, técnicos e assistentes operacionais um kit de três máscaras comunitárias, mas o investimento que estamos a fazer não é apenas em máscaras”, disse, indicando para a aquisição de mais 4000 litros de gel desinfectante, no valor de 1000 euros, e de batas, luvas, óculos de protecção, viseiras, aventais, entre outro material descartável, cujo valor ascende aos 20 mil euros. Dois mil euros foram investidos em acrílicos colocados em espaços de atendimento ao público como a secretaria, papelaria, recepção e ainda em casos específicos como a terapia da fala.

O responsável refere que estes ‘kits de segurança’ serão distribuídos aos alunos do 5.º ao 12.º anos de escolaridade.
“Estamos a investir muito para garantir o máximo de segurança possível dentro da escola, disse.
“Ninguém vai poder entrar na escola sem máscara e a higienização das mãos e isso é uma garantia que nós damos”, afirma o director, referindo que, o caso de esquecimento, a escola disponibilizará máscaras a um custo justo. “Temos que ser exigentes no cumprimento destas regras, que são obrigatórias. Temos que ser inflexíveis porque este é o método que nas escolas achamos que pode minorar a transmissão de partículas de forma a evitar o contágio da doença”, asseverou.


Procura duplica no 1.º ciclo e cresce nas Línguas e Humanidades

Neste novo ano lectivo 2020/21, o Agrupamento de Escolas D. Maria II regista o “dobro” da procura que existiu ao nível do 1.º ciclo de ensino.
“Registámos uma procura muito grande no 1.º ciclo, nomeadamente nos estabelecimentos de ensino de Nogueiró e São João do Souto, à qual não tivemos capacidade de dar resposta, pelo que essa procura teve que ser deslocada para outras escolas”, disse João Dantas, director do agrupamento.
Mas não só. Ao nível do ensino secundário, cujo número de alunos registou um pequeno aumento, existiu também uma elevada procura por parte dos alunos pelos cursos de Línguas e Humanidades.
“Houve, de facto, uma grande pressão de alunos que procurou esta área das Línguas e Humanidades, o que nos obrigou a colocar a questão à Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares e a questão foi colocada às outras escolas, sendo que a solução encontrada foi a criação de uma nova turma e essa resposta vai ser dada pelo Agrupamento de Escolas de Maximinos”, esclareceu o responsável.
A turma em questão é constituída por 18 alunos, que vão frequentar a Escola Secundária de Maximinos.

Três psicólogos fixos e projectos de intervenção ajudam ao êxito escolar

O Agrupamento de Escolas D. Maria II ganhou para este ano lectivo 2020/21 mais um psicólogo e mais um técnico de intervenção local através do Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar - uma “mais-valia”, diz o director João Dantas, ao nível dos projectos de intervenção que o agrupamento realiza ao nível da regulação das competências sociais e de motivação. “O rácio europeu é de um psicólogo por 1000 alunos e nós vamos ficar com três psicólogos. Penso que é de valorizar este esforço do Ministério da Educação no sentido de que as escolas possam melhor acompanhar os alunos nesta situação de maior pressão devido à pandemia”. O responsável destacou, ainda, o apoio técnico que é dado também através do programa municipal ‘Saber Crescer’ e do Equipa Técnica de Apoio à Educação, que além da Câmara de Braga e da Comunidade Intermunicipal do Cávado, envolve também a UMinho no apoio dado aos alunos em termos psicológicos, educacionais e motivacionais rumo ao êxito.

Cantinas limitadas, bares encerrados e mais apoio dos encarregados de educação

São várias as “alterações” que o Agrupamento de Escolas D. Maria II vai realizar neste ano lectivo 2020/21 com vista a combater a Covid-19. O director João Dantas aponta como uma das medidas a “reorganização” do horário escolar, que prevê a distribuição dos alunos em turnos da parte da manhã e da tarde, para evitar a concentração, e, sempre que possível, mesas individuais.
As aulas vão decorrer entre as 8.10 e as 13 horas e entre as 14 e 18.50 horas e os pais não vão poder entrar no recinto escolar. As turmas são distribuídas de acordo com os anos de escolaridade, por turnos diferenciados e João Dantas diz que um dos maiores ‘quebra-cabeças’ será a gestão do espaço de cantina.

“As cantinas são um dos pontos críticos em termos de gestão. Nós vamos colocar os alunos todos de costas uns para os outros, mas isto vai inevitavelmente diminuir o número de lugares disponíveis, pelo que nós temos esperança de que muitos encarregados de educação queiram também que os seus filhos façam as refeições preferencialmente em casa”, indicou o director do agrupamento, referindo que o funcionamento da cantina decorrerá entre as 12 e as 14.30 horas, no máximo, e que a escola é obrigada a responder aos alunos mais carenciados. “Esperamos ter a colaboração dos encarregados de Educação”.

Além das cantinas mais limitadas, também os bares vão estar encerrados, devido à “falta de pessoal” para cumprir com todas as exigências que são agora mais imperiosas. “Esta é uma grande preocupação”, disse João Dantas.
Outro dos grandes desafios que a escola tem pela frente são as aulas de Educação Física. “Estamos ainda a estudar os melhores métodos para que estas aulas possam ser dadas, mas há muitas omissões e poucas indicações por parte do Ministério da Educação a este respeito, porque é verdadeiramente “impraticável” os alunos tomarem banho e cumprirem o distanciamento social necessário para evitar o contágio da doença, afirmou o responsável, apontando que um dos métodos que está a ser pensado é o ‘circuito’, equacionando-se também a realização de aulas teóricas.

Nas aulas de ciências experimentais e laboratório, há protocolos que terão que ser impostos, no sentido de evitar a partilha de material e equipamentos. Mas essas são estratégias que terão que ser desenhadas pelos coordenadores de cada área disciplinar.
O director do Agrupamento de Escolas D. Maria II refere que a solução das mesas individuais será possível apenas no ensino secundário, embora o distanciamento social se reduza a um metro. Mas na EB 2,3 de Lamaçães e no 1.º ciclo “é impossível”, sendo que a única estratégia é mesmo a alteração da disposição da sala de aula, que deixa o formato em ‘U’ para ser feito em filas, com os alunos de costas uns para os outros.

“Estamos a fazer tudo o que nos é possível para dar as melhores condições de segurança a todos”, garante João Dantas, indicando que só na Escola D. Maria II haverá quatro entradas específicas de acesso aos vários blocos do edifício, com sinaléctica adequada para que não haja enganos e “reduzir a infecção ao mínimo”.
O director indica que também a aposta do e-mail enquanto meio privilegiado para a comunicação entre a escola e os encarregados de Educação.

Na Escola D. Maria II, os 10.º e 11.º anos de escolaridade vão ter aulas de manhã, com mais um ou dois blocos à tarde. Enquanto o 12.º ano e os do 7.º ao 9.º anos de escolaridade terão aulas da parte da tarde.
Já na EB 2,3 de Lamaçães, os alunos do 5.º e 6.º anos dividem-se em turnos da manhã e da tarde, respectivamente, enquanto o 7.º e 9.º terão aulas de manhã e o 8.º à tarde. Ao nível do pré-escolar e 1.º ciclo as aulas decorrerão o dia todo, adoptando-se, todavia, o desfasamento de intervalos para evitar uma maior concentração de alunos em simultâneo no recinto escolar exterior.

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