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Braga, quinta-feira

Nova via de acesso foi ‘prenda’ no 23.º aniversário do IPCA
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Nova via de acesso foi ‘prenda’ no 23.º aniversário do IPCA

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Ensino

2017-12-20 às 06h00

José Paulo Silva

No dia do 23.º aniversário, o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) passou a dispôr de novos acessos, uma ‘prenda’ insistentemente reclamada pelos responsáveis do estabelecimento de ensino superior desde 2007, ano em que foram inauguradas as instalações do ‘campus’ em Vila Frescaínha S. Martinho. A presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) registou ontem um “sentimento de perda de confiança em relação a uma obrigação assumida pelo Governo” no ‘Compromisso com o Conhecimento e a Ciência para os anos 2016 a 2020’, assinado com as instituições de ensino superior. Na sessão solene comemorativa do 23.º aniversário do IPCA, Maria José Fernandes lamentou que o Governo não esteja a cumprir o compromisso de “manter a estabilidade do financiamento do ensino superior e aumentar a sua autonomia”.

No dia do 23.º aniversário, o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) passou a dispôr de novos acessos, uma ‘prenda’ insistentemente reclamada pelos responsáveis do estabelecimento de ensino superior desde 2007, ano em que foram inauguradas as instalações do ‘campus’ em Vila Frescaínha S. Martinho.

Mais de 400 mil euros foram investidos pela Câmara Municipal de Barcelos na entrada do IPCA, a partir da estrada circular da cidade de Barcelos, considerando Maria José Fernandes, a presidente da instituição, que a inauguração, ontem, da nova via constituiu um “momento histórico”, dados os constrangimentos provocados até agora pela falta de acessos cómodos e dignos ao ‘campus’
Porque as instalações definitivas do IPCA foram construídas sem que se tivessem projectado as acessibilidades adequadas, o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, considerou que este sempre foi um problema grave do estabelecimento de ensino que agora se ultrapassa, depois de terem sido abandonadas “outra soluções com custos mais elevados”.

“Procurou-se uma solução mais viável do ponto de vista financeiro” que “resolve 80 por do cento das necessidades de acessibilidade ao IPCA”, considerou o autarca, adiantando que novas ligações ao ‘campus’ podem ser consideradas no futuro.
Depois da longa espera, a presidente do IPCA, Maria José Fernandes, reconheceu que os novos acessos vieram “dar mais qualidade e dignidade” ao ‘campus’, um espaço que se quer agora tornar mais “verde” e “saudável”, sendo este um dos objectivos do plano estratégico da instituição recentemente aprovado pelo seu Conselho Geral.

Para além do novo acesso, a celebração do ‘Dia do IPCA’ foi assinalada pela inauguração da chamada ‘Praça Central’, uma “nova centralidade” entre a Escola Superior de Gestão e o Laboratório de Jogos Digitais que, segundo a presidente do IPCA, simboliza “a união da instituição”.
Um almoço solidário com a comunidade académica foi outro dos momentos do 23.º aniversário do IPCA, a par da sessão solene.

Prémio Valor IPCA reconhece altruísmo raro

Entre os prémios e distinções ontem entregues na sessão solene comemorativa do Dia do IPCA, Pedro Magalhães, ex-aluno da licenciatura de Engenharia e Sistemas Informáticos foi agraciado com o prémio IPCA Valor - Banco Santander Universidades, em reconhecimento pelo acompanhamento que o mesmo fez, durante três anos, ao seu colega de curso José Pedro Gomes, portador de patologias que limitam a sua mobilidade e capacidade de expressão.

José Agostinho, vice-presidente do IPCA, destacou, em declarações ao Correio do Minho, a dedicação e altruísmo demonstrados por Pedro Magalhães, essenciais para o sucesso académico do seu colega, pelo que o estabelecimento de ensino entendeu manifestar “reconhecimento público” pela apoio contínuo prestado durante a frequência da licenciatura a aluno portador de limitações graves.

Presidente do IPCA regista incumprimento do Governo

A presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) registou ontem um “sentimento de perda de confiança em relação a uma obrigação assumida pelo Governo” no ‘Compromisso com o Conhecimento e a Ciência para os anos 2016 a 2020’, assinado com as instituições de ensino superior. Na sessão solene comemorativa do 23.º aniversário do IPCA, Maria José Fernandes lamentou que o Governo não esteja a cumprir o compromisso de “manter a estabilidade do financiamento do ensino superior e aumentar a sua autonomia”.

A presidente do estabelecimento de ensino superior sedeado em Barcelos salientou que, “apesar do reforço orçamental a que o IPCA tem direito em 2017 por força das alterações legislativas que implica- ram pagamentos adicionais nas remunerações ao pessoal, até hoje o Governo não cumpriu em essa obrigação”.
A responsável sublinhou que esse “incumprimento por parte do Governo tem ainda mais impacto no IPCA”, já que esta é a instituição de ensino superior público que “recebe menor transferência do Orçamento do Estado por aluno, cerca de 50 por cento da média nacional”.

Maria José Fernandes espera que o cumprimento do ‘Compromisso com o Conhecimento e a Ciência’ seja uma realidade em 2018, a partir da reunião agendada com o Governo para 5 de Janeiro.
Na intervenção que fez na sessão comemorativa do Dia do IPCA, Maria José Fernandes destacou a recente decisão do Conselho Geral em avançar com a passagem do estabelecimento de ensino ao regime de fundação como uma das marcas de um ano marcado pela renúncia de João Carvalho ao cargo de presidente da instituição por motivos de saúde.

“O IPCA é o primeiro instituto politécnico a iniciar o processo” de transformação em fundação, considerando a presidente eleita em Julho último que este constitui “um grande desafio para o futuro do IPCA e uma oportunidade para adequar o modelo de gestão às necessidades da instituição que, muito recentemente, aprovou um plano estratégico até 2021.
A instalação definitiva da Escola Superior de Hotelaria e Turismo em Guimarães no prazo de dois anos e a leccionação de cursos superiores profissionais em Famalicão são outros desafios apontados pela presidente do IPCA, “a instituição de ensino superior que mais tem crescido a nível nacional”.

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