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Não está sinalizada necessidade de montar um hospital de campanha
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Não está sinalizada necessidade de montar um hospital de campanha

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Não está sinalizada necessidade de montar um hospital de campanha

Braga

2021-01-26 às 06h00

Marlene Cerqueira Marlene Cerqueira

Presidente da Câmara esclarece que as autoridades de saúde não sinalizaram necessidade de reforçar resposta clínica no concelho, pelo que não considera pertinente avançar com hospital de campanha proposto pelo PS.

Até ao momento, as entidades competentes na área da saúde não sinalizaram a necessidade de se avançar com um hospital de campanha para responder à evolução da situação pandémica causada pela Covid-19.
O esclarecimento foi feito por Ricardo Rio, na reunião de câmara de ontem, na sequência de uma sugestão apresentada pelos vereadores do Partido Socialista. Pela voz de Artur Feio, o PS, voltou a sugerir que a Câmara deveria avançar com a montagem de um hospital de campanha no Altice Forum Braga face ao evoluir da pandemia, nomeadamente ao aumento da necessidade de internamentos.
“Na nossa perspectiva, seria absolutamente determinante precaver o que aí vem, que tememos que seja bastante negro”, afirmou Artur Feio, realçando que o hospital de campanha poderia servir também concelhos vizinhos.
Em resposta, Ricardo Rio esclareceu que a autarquia mantém reuniões semanais com os organismos que tutelam a área da saúde, nomeadamente a ARS, o ACES e o Hospital de Braga, e que nenhuma dessas entidades sinalizou qualquer necessidade do concelho em termos de camas para prestação de cuidados clínicos.
Reiterou que o Município estará disponível para colaborar se a necessidade vier a ser sinalizada, concretamente com a cedência de instalações no Forum se essa for a melhor solução.
Por iniciativa própria, a câmara não avançará com essa resposta, até porque se arrisca a contribuir para aquilo que Rio classifica como “espectáculo um pouco deprimente, que se vai registando um pouco por todo o país, com estruturas montadas e que depois não funcionam, ou porque não há pessoal ou porque não são necessárias. É um desbaratar de recursos públicos”, criticou.
O edil lembrou que além do Hospital de Braga, existem no concelho várias unidades hospitalares privadas que ainda tem capacidade resposta se tal for necessário.
Rio esclareceu ainda que um hospital de campanha presta cuidados clínicos, pelo que necessita de pessoal médico e de enfermagem, uma resposta diferente daquela que já existe no concelho e distrito, concretamente no Hotel João Paulo II, no Sameiro.
“Já temos em funcionamento uma unidade de retaguarda, no Sameiro. Está perfeitamente operacional e tem uma enorme capacidade de acolhimento. Muitas vezes, não tem sido é devidamente aproveitada por instruções um pouco incompreensíveis”, acrescentou, criticando a Protecção Civil Distrital por considerar que não tem gerido bem esse processo.
Esta unidade de retaguarda no Sameiro tem capacidade para acolher cerca de 90 pessoas infectadas que não necessitem de cuidados clínicos. O objectivo é aliviar as enfermarias acolhendo doentes que já não necessitem de internamento.
“A capacidade desta unidade é de cerca de 90 camas, 30 delas para a resposta concelhia e 60 para resposta de âmbito distrital”, esclareceu o vereador Altino Bessa, que tutela a Protecção Civil concelhia. Disse ainda que um hospital de campanha teria de ser uma estrutura de âmbito distrital ou regional, pelo que que a iniciativa teria de partir das entidades competência da área da saúde, “embora possa contar com o apoio da Câmara.
“Braga está disponível para ter essa cooperação territorial e ser solidária com o território, mas não é a Câmara que tem de avançar para um hospital de campanha”, vincou Bessa, subscrevendo as palavras de Rio.

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