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Nenhum aluno excluído do ensino superior por razões económicas
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Nenhum aluno excluído do ensino superior por razões económicas

Braga

2022-08-04 às 06h00

José Paulo Silva José Paulo Silva

Governo anuncia novos apoios a alunos deslocados ou mais desfavorecidos. Ministra Elvira Fortunato garantiu, no INL, que ninguém fica de fora do ensino superior por motivos económicos.

Citação

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, afirmou ontem, em Braga. que nenhum aluno com dificuldades económicas será discriminado no acesso ao ensino superior, “independentemente da sua raça, da sua religião, daquilo que for”.
Em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia (INL), que fez acompanhada da sua congénere espanhola, Elvira Fortunado sublinhou que o Governo vai implementar já este ano “uma série de medidas” para apoiar os alunos mais desfavorecidos e os deslocados.
“Não queremos deixar que nenhum aluno, por questões económicas, não tenha acesso ao ensino superior. Isso está fora de causa”, garantiu a governante.
A ministra apontou “uma série de subsídios” que este ano vão ser dados pela primeira vez, entre os quais o subsídio de transporte.
Acrescentou que, este ano, os alunos vão saber, “praticamente na altura em que se candidatam”, se têm ou não acesso a uma bolsa social, quando até aqui tinham de esperar “muito tempo” para terem essa confirmação.
“Isso fará toda a diferença, porque poderão desde logo assumir que não será por razões financeiras que não irão para o ensino superior”, afirmou.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, reagiu, assim, a questões dos jornalistas sobre a alegada falha do Governo na criação, para o próximo ano lectivo, de um contingente de 500 lugares no ensino superior para alunos de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP).
Esta medida era uma das principais novidades do Plano Nacional Contra o Racismo e Discriminação, aprovado em Julho do ano passado, que previa quadruplicar as vagas para alunos desfavorecidos em três anos: 1 000 em 2023, 1 500 em 2024 e 2 000 em 2025.
Elvira Fortunado disse que este assunto está ser discutido e vai ser retomado brevemente, mas reiterou que a preocupação do Governo é que nenhum aluno fique de fora por questões económicas.
“Queremos que todos os alunos tenham acesso e que os alunos com mais dificuldades económicas não sejam discrimina- dos, independentemente da sua raça, da sua religião, daquilo que for”, vincou.
Questionada ainda sobre a disparidade de valores cobrados pelas diferentes universidades para a entrega das teses de doutoramento, a ministra referiu que as universidades têm autonomia financeira e que o Governo “não pode impor um valor específico”. No entanto, acrescentou, “o assunto está a ser revisto no ministério”.
“Estamos a equacionar a melhor forma”, respondeu, quando questionada sobre a hipótese, aventada pelo anterior ministro da tutela, Manuel Heitor, de ser o ministério a assumir o pagamento, através do Orçamento do Estado.

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